As postagens desse blog são em caráter informal e de apego ao saber popular, com seu entusiasmo, exageros, ingenuidade, acertos ou erros.

domingo, 30 de outubro de 2011

MUNICÍPIO - Amapá (Parte 1 - Informações Gerais)

Reportagem do Informartivo do Governo do Estado do Amapá (Jornal Participação - Ano I / Nº 08 / Outubro-2011). O texto é de Edgar Rodrigues.

 Município de AMAPÁ, 110 anos  

No dia 22 de outubro, o Município de Amapá completou 110 anos de criação, pela Lei Federal Nº. 798. Ele foi a terceira cidade a ser fundada na história do Amapá. O primeiro nome que recebeu foi Montenegro. Tratava-se de uma região que fora contestada pela França e que, pelo Laudo de berna, ficara definitivamente brasileira.
Os limites originais abrangiam Montenegro, Oiapoque, Cunani, Lago Redondo, Aporema, Alto Araguari, Baixo Araguari e Terra Firme. A instalação do município se deu em 17 de janeiro de 1902. De 1901 a 1903, é denominado de Montenegro. De 1903 a 1938, volta a receber a denominação de Amapá. Em 1938, recebe a denominação de Veiga Cabral. A partir de 1939, volta a ganhar a nomenclatura inicial de Amapá.
O nome "Amapá" é d indígena  e vem da nação Nuaruaque, que habitava a região e Norte do Brasil, na época do descobrimento. Significa, segundo Antônio Lopes, "Lugar da Chuva". AMA (chuva) + PA ou PABA (lugar, estância, morada). Uma planta de nome Hancornia amapa, recebeu esse nome em homenagem ao lugar. 

Dados do Município:

População: 7.667 habitantes (IBGE 2010)

Localização: Situa-se na parte Nordeste do Estado do Amapá.

Altitude: 8, 64 m (sede)

Distância da capital: Aproximadamente 300 km

Vias de acesso: Marítima, aérea e terrestre

Área: 9.203,50 km²

Limites:
Calçoene (Norte e Oeste)
Pracuúba (sul)
Oceano Atlântico (Leste)

Núcleos populacionais: São 12 ao todo (Amapá Grande, Araquiçava), Base Aérea, Calafate, Cruzeiro, Paratu, Piquiá, Ramudo, Santo Antônio, Vista Alegre, Vulcão do Norte e Sucuriju)

Clima: Quente e úmido

Temperatura: Máxima de 34° e Mínima de 20°

História    

A história deste município é farta em acontecimentos ligados à conquista de terras, cujos reflexos afetavam o povo da fronteira do extremo Norte. Os conflitos acentuavam-se ainda mais a partir de 1894, quando da descoberta de ouro em Calçoene. Este fato motivou ainda mais a presença de europeus e norte-americanos que se instalavam às cabeceiras do rio. Esses estrangeiros caienenses, passarama dominar a região, agindo como verdadeiros senhores, perseguindo índios e escravizando mulheres para a prostituição.
Em 22 de outubro de 1901, pela Lei Nº. 798, desta data, surge o Município de Amapá, com a denominação de Montenegro. Em 15 de novembro de 1982, Amapá, Calçoene, Macapá, Mazagão e Oiapoque (antes considerados áreas de segurança nacional) elegem seus prefeitos, encerrando-se de vez a proibição do regime militar.


sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Roteiro Amazônia no meio do mundo (Revista Novo Ambiente 2011)

IMPERDÍVEL
No monumento Marco Zero, um relógio de sol marca o local exato onde uma linha imaginária divide a Terra em dois hemisférios, o que dá à cidade o privilégio de assistir ao fenômeno do equinócio. Nesse período, os dias e as noites têm a mesma duração em todo o planeta. O Estádio Zerão ganhou esse apelido porque a linha de meio de campo coincide exatamente com a Linha do Equador, fazendo com que cada time jogue em um hemisfério.
EQUINÓCIO
Fenômeno natural que ocorre no monumento Marco Zero do Equador, nos meses de março e setembro, quando os raios do sol, em movimento aparente, incidem exatamente na Linha do Equador, dividindo a Terra em dois hemisférios (Norte e Sul) e fazendo com que a noite e o dia tenham a mesma duração.
Viaje pelo AMAPÁ
Todos os dias, com mais intensidade entre abril e junho, as águas do rio Araguari se encontram com as do oceano Atlântico. A eclosão pode gerar ondas de até 5 m de altura e, com sua força devastadora, derrubar e arrastar árvores. O fenômeno, conhecido como pororoca, é um dos principais atrativos do Amapá, que chama a atenção pelo exotismo de sua paisagem, síntese dos diversos ecossistemas da Amazônia. Pródigo também em etnias variadas, reúne comunidades negras e nações indígenas, daí sua riqueza de ritmos, sons e danças.
O Amapá, com 143,4 mil km², está localizado quase que inteiramente no hemisfério Norte. Seu litoral tem 242 km de extensão e vai do Cabo Orange ao Cabo Norte, ou seja, da foz do rio Oiapoque à do Amazonas. A agriculturae a pesca são as atividades de maior importância socioeconômica do Estado, que tem população estimada em 600 mil habitantes. A capital, Macapá, é cortada pela Linha do Equador, motivo pelo qual é conhecida como “Cidade do Meio do Mundo”.

LINK DA REVISTA
Para quem prefere história, Macapá oferece a incrível Fortaleza de São José, marco arquitetônico e histórico localizado às margens do rio Amazonas. Erguida entre 1764 e 1782 por mãos escravas, a fortaleza garantia o domínio português no extremo norte do Brasil.
O lendário e místico Amazonas contempla a morena e bela cidade, cuja origem etimológica tupi-guarani vem de “macapaba” (terra das bacabas), onde se extrai do fruto da bacabeira um precioso vinho muito consumido na mesa do amapaense.


Texto: "Revista Novo Ambiente" (Ano 2 - Edição 17 - Outubro/2011 - pág. 62-63)
revistanovoambiente.com.br

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Jornal da 48ª Expofeira do Amapá (GEA - 2011)

Este é o informativo de 2011 sobre a Expofeira do Amapá. Mostra um pouco da história da feira e a agenda cultural deste ano.

A Biblioteca SEMA-AP na Expofeira 2011

A 48ª Expofeira se realiza entre os dias 21 a 30/10/2011. Objetiva atrair investimentos para o Estado, exibir as potencialidades locais e promover o desenvolvimento do setor primário. Constitui-se assim em um dos maiores eventos do Amapá, reunindo muitas possibilidades de negócios na agricultura, pecuária, indústria e comércio, além, é claro, do entretenimento.
Seu início foi em 1947 na Praça Barão do Rio Branco,  sendo denominada "I Feira de Exposição de Animais do Amapá", no então Território Federal do Ama.
A intenção inicial foi de fomentar a atividade agropecuária e pesqueira da região que, segundo o governador Janary Nunes, seria uma das grandes saídas para o desenvolvimento da economia amapaense.
À feira, eram agregadas muitas atividades:
- leilão de animais;
- pescas improvisadas nos igarapés próximos
- praça de alimentação a céu aberto;
- exposições culturais;
- apresentações de marabaixo e sairé
- peças teatrais, etc.
Em 1952 o Estádio Glicério Marques foi também cenário da Expofeira e em alguns anos seguintes, por estar localizado no perímetro urbano de Macapá. Na parte lateral do estádio eram edificadas as estruturas em madeira e o gramado servia para apresentações de shows e rodeios.
Em Fazendinha a feira passou a ser instalada, sendo montado um Parque de Exposições, inicialmente com edificações rudimentares. 

Aos poucos outras atrações foram  oferecidas em estandes melhor estruturados (eletrodomésticos, veículos, máquinas agrícolas, mobiliário, artesanato, etc) e a antiga Feira de Exposição de Animais e Produtos Econômicos passou a ser denominada (nome que se estende até hoje) de
"Expofeira do Amapá".
Depois de muito tempo, neste ano (2011), a Biblioteca Ambiental da SEMA-AP (NIDA - Núcleo de Informação e Documentação Ambiental) recebeu um espaço e reuniu em um estande algumas informações de seu papel e particularidades disponibilizadas à sociedade.
Além das publicações (a Biblioteca SEMA tem em seu acervo mais de 10 mil publicações - entre livros, folhetos e periódicos - sendo a maior parte voltados ao tema meio ambiente), foram exibidos também alguns vídeos ambientais.
A proposta é de divulgação da Biblioteca. Muita gente, mesmo estando localizada no centro da cidade, não sabe ou não conhece. Este é um importante local de difusão da informação ambiental. Tem em sua estrutura, além do acervo bibliográfico, uma videoteca, memorial ambiental e disponibiliza hoje a pesquisa on-line.
A Biblioteca SEMA-AP faz parte da Coordenadoria da SEMA (CEIA) que apresenta também o núcleo (NEA) atuante na educação ambiental e que desenvolve hoje alguns importantes projetos na promoção ambiental, como o "Projeto Agente Ambiental Comunitário", "Multiplicadores de Educação Ambiental" e o "Comitê Ambiental da Ressaca do Pantanal".
Técnicos do NIDA e NEA, da SEMA, estiveram recebendo a comunidade no estande. 
Alguns técnicos da SEMA que estiveram no estande: Gregor Samsa (NIDA), João Néri (motorista), Rosa Dalva (Gerente do NIDA), Val (NEA), Adla (NEA) e Maycon Tosh (NIDA).
 Marta (NEA) / Denilson (NIDA), Raimundinho (motorista) e Nelziana (NIDA)

Fonte de consultas para a postagem:
- Jornal da 48ª Expofeira do Amapá (GEA - 2011)
- Jornal Participação - Informativo do GEA (Ano I - Nº.7 - Outubro/2011)
- Veja aqui mais informações da Biblioteca SEMA em Macapá

A Fortaleza de São José de Macapá (Parte 4 - Vídeo Documentos da Amazônia)

A Fortaleza de São José de Macapá, a mais imponente e preservada fortificação na Amazônia. 

Vídeo "Documentos da Amazônia", exibido no Amazon-SAT (1998)Reportagem: José Amoras
Alguns pontos abordados:
- Após 216 anos (vídeo de 1998) o maior monumento militar do país, do Período Colonial, passa por uma restauração completa.
- A Fortaleza de S. J. de Macapá, que jamais foi utilizada para combate, defendeu o extremo norte do Brasil apenas com sua presença.
- No dia 02/01/1764 começou o delineamento do solo e os serviços preliminares. No dia 29/06 do mesmo ano foi lançada a pedra fundamental do forte, que ainda hoje pode servir de abrigo contra ataques aéreos ou terrestres.
- Entre os séculos XVII e XVIII os portugueses trataram de defender as terras brasileiras em pontos estratégicos. A solução foi construir monumentos como a Fortaleza de São José. Esta construção durou 18 anos e aconteceu no período entre 1764 e 1782.
- A demora não foi pela grandeza da obra, mas pelos problemas encontrados. Apesar da boa vontade do governador Athayde Teive, Henrique Gallúcio e outros oficiais, a falta de mão-de-obra e a escassez de material de vez em quando fazia parar tudo.
- Um grande número de índios das aldeias mais próximas foi utilizado para o trabalho, mas eles eram perseguidos pelas doenças e oprimidos pelo rigor da disciplina militar. Assim que tinham oportunidade fugiam das pedreiras e muitos acabavam morrendo.
- O trabalho continuou através dos escravos africanos, o negro era mais submisso ao cativeiro e mais resistente aos maus tratos e à péssima alimentação. Os índios fugiam muito e nas matas era difícil apanhá-los, os negros quando fugiam não iam longe e deixavam-se prender facilmente.
- O falecimento de D. José I fez com que a obra parasse durante quase 06 anos.
- O engenheiro H. Gallúcio não viu terminada a sua obra. O clima quente da região e os trabalhos fatigantes aruinaram-lhe a saúde. tentou várias vezes obter licença do trabalho, mas comandantes e governadores negavam-lhe o pedido, julgando indispensável sua presença em Macapá. O autor do projeto faleceu 05 anos depois do início das construções, além deles, ninguém conhecia plantas, estudos e desenhos sa Fortaleza. 
- Grandes blocos de pedra foram extraídos do Rio Pedreira e colocados um sobre o outro  em harmonia e alinhamento. 
- O projeto de Gallúcio era o que havia de melhor em matéria de fortificação defensiva baixa e rasa. Periodicamente eram enviados à Portugal relatórios sobre a construção acompanhados de plantas.
- Por volta de 1766 começaram a chegar os canhões de Portugal. Quando Henrique Gallúcio faleceu já estavam montados 62 canhões.
- Na fortificação funcionavam dois alojamentos de oficiais, uma capela, a casa do comandante, 03 armazens de de munição, um hospital e dois alojamentos da tropa.
- Observando de cima o forte tem formato de uma estrela de quatro pontas.
- No centro foi construído um fosso para escoamento da água das chuvas, havia também uma ponte que fazia a ligação com a parte da frente.
- São 04 baluartes: São José, Madre de Deus, São Pedro e N. Srª da Conceição.
- O quinto baluarte seria construído na direção norte da cidade, mas quando a edificação ia começar já não havia a necessidade. Ingleses, franceses e holandeses, percebendo que não ganhariam nada por aqui, acabaram com as tentativas de invasão.
- Antes de ser inaugurada a Fortaleza apresentava graves defeitos de construção. Grandes fendas foram detectadas no Baluarte de São José (construído sobre um terreno pantanoso), pouco a pouco as obras complementares foram sendo concluídas até que em 1782, em 19/03 (Dia de São José), o monumento foi inaugurado.
Fortaleza em foto antiga.
Este vídeo pode ser encontrado na Videoteca 
da Biblioteca Ambiental da SEMA em Macapá.

Veja também:

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

BAIRROS DE MACAPÁ - O Bairro do Trem (Parte 2)

Este texto foi publicado no Jornal "Diário do Amapá", de 18 de setembro de 1998. Resgata um pouco da história do Bairro do Trem, enfocando a contrução da torre da igreja. O texto é de Hélio Pennafort.  
Fragmentos da história a serem preservados e conhecidos. 

MUTIRÃO 
Obra da igreja N. Srª da Conceição envolveu toda a comunidade
do Trem, sob a liderança do padre Antônio Cocco.
Torre do Trem: marco de um magnífico trabalho paroquial.
HÉLIO PENNAFORT  
Da Editoria de Cultura
Faz um bom tempo. O canoeiro Chico Gonçalves vinha vindo da Ilha Viçosa com o seu carregamento de peixe. Logo que passou o Pau cavado e deu pra ver o descampado da cidade, observou que alguma coisa nova e diferente estava surgindo na paisagem de Macapá. Estranhou e quis ver de perto “aquela coisa alta”. Fizeram sua vontade. E lá foi o pescador conhecer a torre da igreja do Trem, já então um símbolo do bairro mais populoso e mais animado da capital.
Só esqueceram de dizer ao Chico que aquela torre e aquela igreja foram resultados do maior trabalho comunitário já acontecido por aqui e serviram também para expor o dinamismo e a perseverança de um padre que até hoje é reverenciado pelos católicos macapaenses.
Quando o padre Antônio Cocco recebeu a incumbência de vigariar a paróquia do Trem, ele e seus paroquianos armaram um barracão, onde foram realizadas as primeiras reuniões com vistas à construção da igreja. Com a amizade consolidada no meio, o trabalho começou, unindo na missão operário, crianças, jovens e adultos, de todas as camadas sociais. Os recursos chegavam de diversas partes. Colaborou a indústria, ajudou o comércio, e o material ia se acumulando. As carradas de areia, pedra e tijolos, muitas custaram apenas um pedido do padre Antônio ao Belarmino Paraense de Barros, nessa época paroquiano do Trem e administrador da Olaria Territorial. Certa ocasião, o Walter Banhos lembrou para a Voz Católica: “Dava gosto a gente ver a turma trabalhar. Os mais velhos se encarregavam do preparo das massas, do transporte de materiais pesados. E os meninos levavam os tijolos e as telhas. Pouco a pouco. Tinha guri que só podia mesmo com um tijolo, mesmo assim passava horas e horas ajudando a construir a igreja.”
Não demorou muito, portanto, para o bairro do Trem receber uma igreja grande, nova e moderna.
Mas as idéias do padre Antônio não pararam por aí. Meteu na cabeça que uma torre – mas uma torre bem alta – deveria ser o marco daquele magnífico trabalho paroquial.
Novas reuniões com os paroquianos, já na igreja nova, e a idéia começou a sair do terreno da imaginação. Novas campanhas, outros pedidos, e mais uma vez o empresariado se mostra generoso e não nega sua ajuda para mais uma obra da paróquia.

TORRE
A Providência parece que ouviu o apelo do padre Antônio
Padre Antônio Cocco, foi o primeiro vigário da Paróquia do Trem.
HÉLIO PENNAFORT  
Da Editoria de Cultura
Orgulho do bairro do Trem e norteadora de embarcações
Houve coordenadores e estimuladores da grande tarefa de construir a torre, realizada por centenas de fiéis sob a supervisão hora-a-hora do incansável padre Antônio Cocco.
Feita a torre, veio logo a pergunta: e os sinos?
A Providência parece que ouviu a pergunta, tanto que provocou uma viagem do padre Antônio à Itália, onde apelou para a grande quantidade de amigos que também tinha por lá.
E com a mesma generosidade dos paroquianos do Trem, os italianos colaboraram e a aquisição dos sinos foi rapidamente viabilizada.
Foi dessa maneira, então, que os católicos do bairro do Trem construíram a igreja.
E foi também desse jeito que a igreja ganhou uma torre monumental, orgulho dos moradores do bairro e norteadora de embarcadiços que a enxergam de bem longe.                                            
Imagens Recentes - Fotos de Rogério Castelo (26/10/2011)
Os anos passam, mas a torre continua despontando na paisagem urbana.
Macapá é uma cidade em verticalização, mas os prédios não são muito altos. Como outrora, a torre ainda é bem visível de diversos ângulos. Símbolo de um esforço e uma conquista comunitária. 
Esta foto foi tirada do Bairro Central, em frente ao cemitério.

Veja também: 

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Portão de entrada do Brasil na linha do equador (Revista Amazônia Típica - 2011)

Majestosa construção histórica dá as boas vindas! (Foto: SETUR-AP) 
 
Quem chega durante o dia em Macapá, pode vislumbrar uma bela visão aérea. É a Fortaleza de São José de Macapá que, vista de cima, se assemelha a uma estrela apresentando planta no formato de um polígono quadrangular com baluartes pentagonais nas vértices (Nossa Senhora da Conceição, São José, São Pedro e Madre de Deus). Construção imponente que inspira segurança em seu interior e pode ter sido ameaçador na época de colonização. A noite, um ar romântico e/ou tenebroso paira naquele lugar, dependendo do visitante.
Localizada na foz do Rio Amazonas, em frente à cidade de Macapá e edificada 18 metros acima do nível do mar, a construção da Fortaleza foi iniciada em 1764, cuja função era impedir a entrada de navios invasores e defender abrigando no seu interior, os moradores da vila de São José de Macapá. Servia também como base para o reabastecimento e refúgio aos combatentes, enfim, manter a ordem soberana de Portugal na região. Sua inauguração foi em 1782, no dia do santo padroeiro da cidade de Macapá, e orago da fortaleza: São José, após 18 anos de trabalhos na construção. Em seu interior, encontram-se os prédios que abrigavam antigos armazéns, capela, casa de oficiais e do comandante, casamatas, paiol e hospital, além dos elementos externos componentes do complexo, como revelim, redente, fosso seco e baterias baixas.
Com o advento da Proclamação da República, a Fortaleza gradativamente entrou num processo de total abandono, situação esta que permitiu o saque de vários objetos como artefatos de guerra, canhões, pedras e tijolos, etc. Em 1990, foi entregue o projeto da área interna, e em 1991, o projeto da área externa. Em 22 de março de 1950, foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional-IPHAN. Recentemente, foi reformada pelo Governo do Estado de Amapá, a Fortaleza ganhou o Museu Joaquim Caetano da Silva com serviço de visita monitorada por guias. 

Marco Zero e o Zerão? Outros locais que merecem visitas no Amapá é o Marco Zero e o estádio Zerão. No Marco Zero, você pode ficar literalmente no “meio do mundo” ou nos dois hemisférios, pois lá atravessa a linha imaginária do Equador. Há uma construção para marcar o local onde a linha imaginária divide a Terra em dois hemisférios. A cidade tem o privilégio de assistir ao fenômeno chamado de Equinócio, palavra que deriva do latim aequinoctium e significa noite igual e refere-se ao momento do ano em que a duração do dia é igual a da noite sobre toda a terra. Esse fenômeno se dá em dois momentos: um no mês de março e o outro em setembro. O Monumento Marco Zero também possui no seu terraço um espaço para shows, além de salão para exposições, bar e lanchonete e lojas para venda de produtos locais. É o mais conhecido ponto turístico de Macapá.

Foto da SETUR-AP - Trapiche Eliézer Levy
O Estádio Milton Corrêa, mais conhecido como “Zerão”, é um estádio com capacidade para 5.000 pessoas e sua inauguração ocorreu em 1990. Esse apelido se deve ao fato de que a linha de meio-de-campo coincide exatamente com a Linha do Equador, fazendo com que cada time jogue em um hemisfé-rio. O Trapiche Eliezer Levy é para os boêmios. Construído na década de 40, por muito tempo foi o ponto de chegada e saída da cidade. Antes do trapiche, as embarcações aportavam na chamada Pedra do Guindaste, onde hoje está colocada a imagem de São José, em concreto armado. O trapiche tem 472 metros de comprimento e é servido por um bondinho elétrico para transporte de turistas.

Visite e conheça de perto essa capital do extremo norte do território brasileiro.

Fonte do Texto: Revista Amazônia Típica (Edição Nº. 04 / Julho a Setembro de 2011 - pág. 31) 
amazoniatipica.com.br

LINK DA REVISTA

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

MUNICÍPIO - Calçoene (Parte 3 - Características)

Reportagem do "Amazônia TV" (2010) sobre o Município de Calçoene, no Estado do Amapá.

A reportagem é de Roberta Lia / Lopes e fez parte de  uma série comemorativa dos 35 anos da TV Amapá (2010). 

No vídeo, entre outros aspectos, é mostrado que:
  • Calçoene localiza-se no nordeste do Estado do Amapá;
  • É considerada a cidade mais chuvosa do Brasil;
  • Em 2006 apresentou uma das 10 maiores descobertas arqueológicas do ano, chamando a atenção da mídia mundial (Sítio Arqueológico de Calçoene);
  • Repleta de cenários naturais bonitos (Ex: Cachoeira Grande);
  • Distancia-se mais de 370 km de Macapá;
  • O acesso é pela BR-156;
  • A região é marcada pela presença de garimpos (Ex: Garimpo do Lourenço);
  • O município é pouco desenvolvido;
  • A pesca movimenta a economia local.
Mapa de localização e Brasão (Fonte: Wikipédia)

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Amapá - Revista LEIA (Edição 1 - Maio/2003)

Uma publicação do Amapá do ano de 2003.  Apresenta uma matéria sobre a ICOMI, alvo de muitas pesquisas neste Estado. Fica aqui como resgate de publicações antigas e fonte de informações da época - apesar de ser uma edição institucional. 
No Sumário encontramos:
- A nova geração não pode mais falhar (entrevista com governador)
- Sopro divino (arte de Leandro Pereira)
- Sistema de banana encapoeirada (manejo de capoeira)
- ICOMI, o dia da extrema-unção
- Serra do navio (The day after)
- O presidente e os aposentados
- Embrapa: uma empresa de orgulho nacional
- Inferno no Paraíso
Nota de cabuçus: Ú sumano! Ai, ai... ançim num teim as condiçãu.... iscreveru  PENITECIÁRIA bem na capa da revistia.... Cumé qui deixaru passar essi erru di prutuguês! U certio é PENITENCIÁRIA, tá bom vizinho.... Ai, ai... na capa num dá prá paçá naõ! É dois que num sabe!!! Pareiti  e pareco meu primu!! Agura num si asqueça mais e num martrati mais a língoa. Tá cééértuo!!!             

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Religião (Maycon Tosh)

A música faz uma crítica à hipocrisia e interesses de homens que usam a ideologia religiosa como manobra para suas ambições, contrapondo ao que realmente deveriam se importar.  O clip é bem tosco, fiz para divulgar a música (de um estilo underground e letra visceral). Maycon Tosh estará lançando seu CD em breve.


RELIGIÃO
(Maycon Tosh)
Religião!
Pergaminhos nas estantes falando da fé e de origem animal.
De onde vem o ser humano?
Evolução do macaco, do pó, das águas, do ventre de uma mulher?
Do espaço, do nada, de Marte, de Deus, Jesus de Nazaré?
Ideologias, hipocrisias e as dúvidas sobre a história se confrontam em guerras sádicas.
Quem tem a razão sobre a religião? Do poder de matar em nome da fé?
E os demônios disfarçados de anjos, salve-se quem puder! 
Oi falsos profetas! Qual é? Qual é?
E as trombetas anunciam a destruição do amor,
Sem compaixão.
Mas eles vêm armados matando homens, crianças, estuprando mulheres!
A ofensiva terrestre...
Queimando a honra, o alimento sagrado... se vier.

Veja também:

O Ministério Público e o Meio Ambiente (HQ)

O Ministério Público é uma instituição jurisdicional do Estado brasileiro a quem incumbe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático, dos interesses sociais e difusos. Dentre esses interesses está o da proteção ao meio ambiente.
Esta cartilha pretende mostrar, por meio de uma linguagem bem acessível, o papel do Ministério Público na defesa do meio ambiente natural e cultural, este último representado por tudo o que o homem constrói em sua trajetória ao longo do tempo. Anseia, ainda, apontar os principais problemas ambientais de nosso Estado, ao mesmo tempo em que deseja estimular maior participação da sociedade na identificação e prevenção de danos ambientais, e na formulação de políticas públicas para a área de meio ambiente. Sua elaboração foi feita pelo Ministério Público do Estado do Amapá (2008).

TEXTO EXTRAÍDO DA CARTILHA
Veja também:

sábado, 15 de outubro de 2011

MUNICÍPIO - Laranjal do Jari (Parte 4 - Características)

Reportagem do "Amazônia TV" (em 2010) sobre o Município de Laranjal do Jari, hoje o terceiro em desenvolvimento no Estado do Amapá.  
Terra das imponentes castanheiras 
e caracterizado pela periodicidade de grandes enchentes. 
Foto: Rogério Castelo (2010)
Laranjal do Jari está localizado em um vale, isto é muito notório quando se chega pela BR-156.
...Avista-se a cidade em um vale e há quem brinque dizendo que está dentro de um buraco... É, mais não me atrevo a dizer isso.
Ops!!!! Um abraço aos amigos de Laranjal!
Em Novembro de 2011 os técnicos da Biblioteca SEMA-AP (Rosa, Denilson e  Nelsiana estiveram no município e trouxeram  estas fotos, a que me refiro.
Reportagem de 2010 (fez parte da série comemorativa dos 35 anos da TV-AP). 

No vídeo, entre outras informações, é mostrado que:
  • Laranjal do Jari situa-se no extremo sul do Amapá;
  • O acesso é por estrada de terra batida (em péssimas condições, principalmente no período das chuvas);
  • Distancia-se mais de 200 km de Macapá;
  • A história do município apresenta grandes enchentes e incêndios;
  • Localiza-se em um vale (Vale do Jari) em uma curva de rio (Rio Jari), razão das frequentes enchentes;
  • Tem uma das maiores belezas naturais no Estado do Amapá (Cachoeira de Santo Antonio, com cerca de 40 metros de altura).