As postagens desse blog são em caráter informal e de apego ao saber popular, com seu entusiasmo, exageros, ingenuidade, acertos ou erros.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Um Boto Pós-Moderno (Leacide Moura)


Conhecendo um pouco mais da Literatura Amapaense. Este conto faz parte do livro "Encantos, Encontros, Poemas e Contos", de Leacide Moura & Iramel Lima, e tem como proposta a valorização de elementos folclóricos e geografia local. A obra é de 2008 e assim foi definida pelo escritor Paulo Tarso: "apresenta caráter dramático, humorístico e psicológico priorizando os espaços regionais e viagens no contexto brasileiro" (veja mais em escritoresap.blogspot.com).

 
Rio Amazonas (Fotos:cienciahojeCal Tedde) O maior rio do mundo em extensão, volume d'água e com a maior bacia hidrográfica do planeta.

Em uma aventura pela Amazônia o boto do Rio de Janeiro, acostumado a salinidade das águas do mar, prova do sabor da água doce do Rio Amazonas. A novidade era tão grande que ele se encantou com tudo o que encontrou.
O texto estava em exposição junto com a imagem de um boto, durante a Feira de Livros
Adorou o caudaloso Rio Amazonas... e numa manhã nublada sujeita à chuvas ele percorreu o Rio Amazonas rumo ao braço do Curiaú e enfrentou o maior toró sem se importar com o frio, para logo em seguida enfrentar um calorão com a imediata aparição do sol, mas ele nem se incomodou e tomou o maior respeito pelo clima da Amazônia.
Apreciava tudo, encantado, silencioso, como que querendo preservar e guardar pra si toda beleza paradisíaca do lugar.

 
APA do Curiaú (Fotos: Acervo da SEMA-AP)
Unidade de conservação a poucos kilômetros do centro de Macapá.

Ao chegar à margem do Rio Curiaú resolveu se transformar em homem para conhecer as pessoas daquela vila, especialmente as moças bonitas, e como dizia Caetano: "menino do Rio de eterno flerte", o boto não fugia a regra. Transformou-se em um moço alto, de cabelos longos amarrado a um "rabo de cavalo", tinha o rosto comprido, olhar penetrante e inteligente. Tinha um ar misterioso e ao mesmo tempo de uma ternura tão grande grande que jamais o deixava passar desapercebido pelas pessoas que se encantavam por ele no primeiro momento em que o viam.
Tela de Dekko do Acervo Fernando Canto
Tela de Pantaleão em exposição no CCFA
Obra de Regi em exposição no Monumento Marco Zero do Equador
Marabaixo, dança afrodescendente (capa do livro de Piedade Videira)
É a principal manifestação cultural do Estado do Amapá.

No Curiaú ao apreciar o extenso pantanal ele avistou uma abelhinha negra e disse a ela:
- Se você fosse uma moça eu te daria um beijo!
A abelhinha, toda agitada, pois tinha pressa, ia organizar o batuque para a dança do Marabaixo, olhou para o moço e disse:
- Desculpe, mas estou com pressa, preciso levar o mel pra casa e passar na casa do samba para a dança do Marabaixo e meu namorado é muito ciumento...
Então o boto resolveu conhecer outros lugares. Mergulhou novamente nas águas doce do Rio Amazonas e chegou até o Rio Jarí. Transformou-se novamente no moço atraente e adentrou a vila de casas do lugar. Parou em uma pensão para se alimentar após a viagem, precisava armazenar energia, pois pretendia conhecer outros lugares em sua aventura pela Amazônia.
Rio Jari (Foto: br.viarural.com)
Localiza-se no sul do Amapá, fazendo a divisa com o Estado do Pará. 
Nele encontramos uma das maiores belezas naturais da Amazônia...
Na pensão ele viu muitas moças bonitas e todas se encantaram por ele. Foi assim que ele viu outra abelhinha, uma abelhinha marrom que pousara em uma antena parabólica, ela era graciosa e alegre. O boto transformado em moço, não se conteve e disse a abelhinha.
- Abelinha, abelinha, se você fosse uma moça eu te daria um beijo!
- Passe lá na pensão à noite que eu quero te mostrar a minha família! O que a moça queria era casar.
O moço ficou desapontado e resolveu conhecer outros rios. Transformou-se novamente em boto, caiu no Rio Jari, pegou o braço do Rio Cajari, percorreu as corredeiras, chegou ao Rio Iratapuru. Ficou extasiado com a beleza exuberante do lugar, da floresta, do canto dos pássaros, dos gritos dos animais escondidos na mata...
Tomou novamente a forma humana e subiu a margem, queria conhecer os habitantes daquele lindo lugar. Imaginou que seriam seres notáveis, dada a beleza estonteante do pequeno vilarejo.
Lá ele conheceu os castanheiros, gente boa que o acolheu de braços abertos como se fosse filho do lugar que retornava à casa do pai.
Conversou muito com um caboclo de fala mansa, um verdadeiro sábio da floresta, o moço tudo ouvia sem perder uma só palavra da boca do ancião. Com ele o boto aprendeu o verdadeiro prazer da amizade, a respeitar e amar de peito aberto a floresta e a humanidade, a reconhecer o canto de cada passarinho... Já era quase noite, ele precisasva e ir embora... retornar ao Rio de Janeiro... já começava a sentir saudades de casa, do mar, do sol e das moças de corpo dourado... da música e da poesia... porém, tinha se afeiçoado ao Rio Iratapuru e àquele doce ancião.
Pediu licença ao sábio para dar uma caminhada pela floresta, queria memorizar cada palmo do lugar, açor da terra, o gosto das frutas silvestres, o som da floresta, o doce da água do rio...
Adentrou a mata, foi até a margem do rio quando avistou uma abelhinha que passava voando, ia buscar a água para complemento do vinho que estava a fazer.
Era uma abelhinha amarela de gestos serenos e meigos.
O boto, transformado em moço, não resistiu a tanta doçura e falou apaixonado:
- Se você fosse uma moça  eu te daria um beijo!
...A Cachoeira de Santo Antonio (Foto: SETUR-AP)
A abelhinha o fitou atônita, como que hipnotizada pela força de atração do moço nunca vista por ela. Ficou desconfiada, porém, estava tão atraída por ele e foi se transformando em moça, uma moça muito bonita. O moço a conduziu delicadamente para debaixo de uma imensa castanheira que ao se olhar debaixo para cima se perdia de vista de tamanha altura.
 A abelhinha nunca d'antes transformada em moça, estava zonza... O moço fitou-a nos olhos e a beijou suavemente.
Jandaíra fugiu assustada, mas o moço a alcançou e disse:
- Eu deixo você ir, mas terá que prometer que se casará comigo!
A abelhinha prometeu e foi-se embora. No caminho ela lembrou das lindas histórias de amor que lera em livros trazidos por turistas. Lembrou da história do piloto e seu amigo, o pequeno príncipe, que se apaixonara pela rosa, tinha algo parecido com sua história. O ancião sábio da floresta, o boto e ela Jandaíra. Sentiu medo. Queria ser amada. Estava apaixonada. Tinha medo de perde-lo.
Se encontraram à noite na casa do ancião. Na madrugada eles apreciaram a lua mais linda por trás das árvores altas e majestosas, cujo reflexo nas águas do Rio Iratapuru emanava a magia das paisagens. Estavam ali. O boto-moço e a abelhinha-moça, o rio, a floresta e alua...
No dia seguinte após passar a noite mais linda de suas vidas, o boto e a abelhinha despediram-se do ancião e partiram em sua aventura pelo Rio Amazonas
Situação no final de 2012. As águas foram desviadas por conta 
da construção de uma barragem. 
Dizem que o fluxo retornará em 2013 (VEJA AQUI).
Chegaram à Cachoeira de Santo Antonio, os dois ficaram extasiados diante de tanta de tanta beleza. As rochas adornadas de samambaias, o volume d´´agua, o turbilhar da cachoeira e o respingar d'água como vapor...
Ali, os dois fizeram um pacto de amor. Silencioso. As palavras não tinham valor. Somente os sentimentos contavam!
Jandaíra fabricou o seu melhor mel e o ofertou  a seu amado. Esse ficou maravilhado, pois nunca havia provado de tal manjar.
Capa do livro
Os dois continuaram se amando até que um dia o moço amanheceu tristonho. Jandaíra sentiu o coração paralisar, ela sabia que o moço sentia saudades de casa. Mas ela o amava demais para vê-lo sofrer! Lembrou-se novamente do pequeno príncipe e sua rosa... Ela já não era mais a mesma, havia amadurecido.Estava pronta para avida e com uma doçura calma disse ao moço:
- Não demores assim, que é exasperante. Tu decidistes partir. Vai-te embora!
O boto fitou-a parado sem compreender.
É claro que eu te amo, disse-lhe a abelhinha. Abraçou-o e murmurou aos seu ouvido:
- Eu te amo! Com os olhos marejados de lágrimas, saiu correndo pois, era muito orgulhosa e não queria que a visse chorar.
O boto mergulhou na água doce do Rio Amazonas e partiu para o Rio de Janeiro. E de lá sempre lembra do "mel de Jandaíra".


(Texto de Leacide Moura, em "Encantos, Encontros, Poemas e Contos" - Macapá-AP, JM Editora Gráfica, 2008)

Conheça a Literatura Amapaense!
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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Bibliothèque - Salle Léon-Gontran Damas (CENTRE CULTUREL FRANCO AMAPÉEN)

O Centro Cultural Franco Amapaense foi criado em agosto de 2009 como um espaço para difundir a cultura franco-brasileira no Estado do Amapá.
  
Em novembro de 2012, como um dos eventos da 1ª Feira de Livros do Amapá (FLAP), foi inaugurada a Salle Léon-Gontran Damas. Mais um espaço da literatura, voltado para a língua francesa e à disposição do público para consultas.
 
Salle Léon-Gontran Damas.

Léon-Gontran Damas foi um escritor, poeta e engajado político francês, nascido a 28/03/1912 na Guiana Francesa. Era mestiço de negro, ameríndio e branco e foi co-fundador do Movimento da Negritude, juntamente com Césaire e Senghor nos anos 1940. Amante do jazz, publicou em 1937 o livro Pigments, reunião de poemas prefaciado por André Gide, que se revolta com violência contra a educação crioula que ele vê como uma aculturação imposta. Um de seus grandes temas é a vergonha da assimilação. Faleceu em 22/01/1978 nos Estados Unidos (Fonte: Wikipédia).



Apresentação da Sala por JOSIANE FERREIRA (Diretora do CCFA)
 Apresentador: Maycon Tosh
Edição: Rogério Castelo
(Macapá - Amapá - Brasil - 19/11/2012)
Endereço:
Centro Cultural Franco-Amapaense (CCFA) 
Rua General Gurjão, 32 / Macapá-AP (ao lado do Centro Danielle Miterrand)
Horário:
Segunda a Sexta: Manhã e Tarde

Agradecemos a Josiane Ferreira a oportunidade de
registrar e divulgar o espaço cultural.

sábado, 17 de novembro de 2012

Ilha de Santana (Parte 8 - Amazontech e o projeto para escoamento de grãos)

A Amazontech é uma feira de negócios da Amazônia que objetiva dicutir e apresentar soluções inovadoras para os problemas da Amazônia Legal. Sua oitava edição aconteceu pela primeira vez em Macapá, entre os dias 13 a 17/11. O evento teve expositores de toda a região discutindo a sustentabilidade e apresentando novas tecnologias ou ideias inovadoras para os negócios da Amazônia, entre outras coisas (veja alguns vídeos).
Um dos stands que me chamou a atenção foi sobre o projeto da Companhia Norte de Navegação e Portos (CIANPORT) para a construção de um porto privado de escoamento de grãos na Ilha de Santana. Representa a concretização de um objetivo antigo de produtores rurais do estado de Mato Grosso. Há estudos que já duram mais de 10 anos, para a formação de novas rotas comerciais, idealizados pelas lideranças do agronegócio mato-grossense.
O AMAPÁ NO MUNDO
 HIDROVIA AMAZONAS - BRASIL
A AMAZÔNIA POSSUI OS PORTOS BRASILEIROS MAIS PRÓXIMOS DOS GRANDES MERCADOS CONSUMIDORES. O PORTO DO AMAPÁ É O PORTAL DA HIDROVIA AMAZÔNIA
A motivação para a construção do Entreposto está na posição geográfica da ilha, que trará economia e rapidez no transporte de grãos com a maior proximidade dos mercados europeu, norte-americano e dos países asiáticos (através do Canal do Panamá), aumentando a competitividade brasileira na comercialização de grãos. A expectativa dos produtores é a redução dos custos em mais de  50% no caminho utilizado hoje para os portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR), havendo também economia com frete marítimo, já que o Amapá está bem mais perto do Hemisfério Norte do que os outros dois estados. 
NOVA ROTA DO GRÃO
 ROTA NORTE
INTEGRAÇÃO DOS ESTADOS MATO GROSO, PARÁ E AMAPÁ PARA O ESCOAMENTO
 DA PRODUÇÃO AGRÍCOLA DO CENTRO-OESTE
A rota para os grãos produzidos em Mato Grosso será a seguinte: Transporte da produção em carretas pela rodovia Cuiabá-Santarém (BR-163) até o Porto de Miritituba (Município de Itaituba - PA), de lá os grãos seriam embarcados em balsas até o Porto de Santana e seguiriam em navios graneleiros para o mercado internacional. 
A Rodovia Cuiabá-Santarém, trecho inicial na rota planejada, tem cerca de 1780 km, foi aberta nos anos 1970 e faz parte de uma grande rodovia longitudinal (BR-163) que interliga o Rio Grande do Sul ao Pará.
ESTAÇÃO DE TRANSBORDO E CARREGAMENTO (ETC) - ITAITUBA/PARÁ 
 CIANPORT - Projeto ETC Itaituba (Miritituba)
O Porto de Miritituba situa-se em frente à cidade de Miritituba (Distrito do Município de Itaituba - Pará), margeia o Rio Tapajós, tem 192 m na extensão e foi inaugurado em 1974, como um projeto do governo para dar apoio ao escoamento da produção das agrovilas que surgiriam ao longo da Transamazônica. 
Sua atual forma é escalonada com 4 patamares,  interligados por 3 rampas com declividade de 12%. Imagens: Porto de Miritituba (cdp.com.br e Jornal In Foco Pará)
Imagens: Porto de Miritituba (Jornal In Foco Pará)
As construções previstas pelo projeto são: prédios de recepção e faturamento, unidade classificadora de qualidade de produto, tombadores de caminhões, armazém de estocagem, sistemas de transportadores de correia para recepção e expedição de grãos, rampa fluvial para garantir a atracação e carregamento das barcaças transportadoras e outras edificações necessárias. Esse seria o primeiro Entreposto na rota de grãos para o Amapá.
FROTA PARA NAVEGAÇÃO FLUVIAL
Imagem Ilustrativa - Comboio Barcaça e Empurrador
O Porto de Mirituba é destinado a operar apenas com balsas ou embarcações de pequeno porte e a madeira é a carga predominante. O projeto segue daí com a formação de comboios, com cerca de 15 barcaças, rumo ao Porto de Santana
Porto de Santana/AP (Foto: GEA)
Segundo o Jornal "A Gazeta", Santana foi escolha dos empresários do Centro-Oeste pelo entendimento e parcerias com as autoridades do Estado e do Município. Foram alternativas também Entrepostos em Santarém ou Belém e a rota comercial é feita feita atualmente pelos portos de Santos (São Paulo) e Paranaguá (Paraná).
PRIMEIRA FASE
 TRÊS SILOS,  ESTEIRAS TRANSPORTADORAS, MÁQUINAS DE DESCARREGAMENTO DE BARCAÇA.
O empreendimento, na primeira fase, inclui o investimento na Companhia Docas de Santana (CDSA).
Maquete em exposição na Amazontech
No Porto de Santana, um contrato de uso e ocupação do solo vai permitir a construção de três silos, cada um com capacidade de estocar 18 mil toneladas de grãos. Atualmente, as cargas predominantes que saem do país pelo modal são a cromita, manganês, madeira, cavaco de eucalipto e pinus, biomassa, minério de ferro e pasta de celulose. 
Projeto de Ampliação da CDSA (Cia Docas de Santana)
A expectativa é que o novo corredor de exportação mato-grossense deva escoar cerca de 800 mil toneladas de soja proveniente do Estado já no primeiro ano. 
O que se divulga é que "a abertura de uma rota internacional possibilita o avanço do comércio de cargas no Amapá, pois os serviços que eram gerados no Pará passam a ser feitos aqui, o que exige mais mão de obra, gera emprego e renda, baixa os custos, promove a competitividade e barateia os produtos que entram e saem no Estado” (Camilo Capiberibe, Governador do Amapá, no portalmaritimo.com).
TERMINAL PORTUÁRIO E INDUSTRIAL ILHA DE SANTANA
SEGUNDA E TERCEIRA FASE
. UNIDADE PARA ARMAZENAMENTO DE GRÃOS E CONSTRUÇÃO DE PÍER 
. UNIDADE INDUSTRIAL DE BENEFICIAMENTO DE SOJA E DERIVADOS
O processo de consolidação da rota está em curso e empresas mato-grossenses do setor já adquiriram terras na Ilha de Santana para construção dos terminais graneleiros. Calcula-se que já foram investidos R$ 5 milhões na aquisição de uma faixa de terra de 3 km às margens do Rio Amazonas, que adentra 1 km no interior da ilha. (Fonte: Jornal "A Gazeta"). Certamente, os impactos ambientais serão muitos e a área estimada para industrialização, segundo exposição na Amazontech, terá cerca de 60 hectares. O IMAP (orgão de licenciamento ambiental no Amapá) está em processo de regularização das terras dos ribeirinhos, um procedimento necessário para se evitar problemas futuros com os investidores. Já se visualizou a conclusão das obras para 2012 e 2013, as metas agora são de consumação em 2015.
Mais uma parte da maquete exposta na Amazontech. 
Os autores são Rionil Pontes e André Lemos
O stand que divulgou o empreendimento na Ilha de Santana mostrou algumas das imagens aqui expostas e uma maquete com o suposto terminal, no lado da Ilha e no Porto de Santana. Sabendo-se da importância do empreendimento, a empresa deveria ter mostrado "a sua cara" apresentando algum vídeo institucional ou algum folder para que pudesse se conhecer suas ações ou obras que já fez. As informações foram muito superficiais e desencontradas. Deveria ter um mapa de localização para a visualização da extensão da obra na ilha... talvez não seja de interesse mostrar no momento, pois os impactos serão muitos. Nada tinha também de escrito em um projeto dessa magnitude, onde tão poucas informações estão disponíveis. Foi divulgado que será numa área que já tem um processo de desmatamento, o que se supõem menos impacto. Informações assim estão desconexas da realidade. Qualquer um que visite a ilha vê que tem muita coisa preservada, comprovando-se ao se dar uma volta no entorno. Parece que, a exemplo de outros empreendimentos no estado, muita coisa já vai sendo omitida do conhecimento público. Apresentar uma maquete e desenhos, sem informações mais concretas, soa como um livro ilustrado apresentado para a distração das crianças. 

É interessante que, neste mesmo stand,  algumas belas pinturas estavam em exposição. 
Rampa da Ilha de Santana (Pintura de Wagner Ribeiro/2012)
wagnerribeiro59@hotmail.com
Bela representação da rampa na ilha, esse é o principal acesso para a vila. Subindo você vai conhecer uma comunidade em crescimento, que hoje tem suas melhorias e também muitas reivindicações na infraestrutura.
Curiaú (Pintura de Wagner Ribeiro) 
wagnerribeiro59@hotmail.com
Como acontece com a instalação de empreendimentos em outros municípios (Pedra Branca e Ferreira Gomes) vai também ocorrer um crescimento populacional acelerado na ilha e nas dificuldades enfrentadas. As áreas de florestas sofrerão maior pressão humana e serão reduzidas ou desaparecerão (pelo menos em parte). Existe uma biodiversidade grande na ilha (flora e fauna).
Helicônia (Wagner Ribeiro)
wagnerribeiro59@hotmail.com


Palafitas - Pirogravura sobre MDF (Autor: Grupo IMAZÔNIA/2012)
Será esta imagem uma perspectiva de formação de comunidades no entorno do empreendimento? O que não se duvida é que a ilha será transformada para sempre.
A homenagem ao talentoso artista Wagner Ribeiro (à direita). 
O que aponta a tela é um visitante do stand.
Que venha o progresso e ganhos ao estado, mas junto com a industrialização vem também muito do que foi descrito e outras coisas. Os ganhos também podem se resumir apenas aos empreendedores e os que se gabam hoje de conquistas são os mesmos que não resolveram os problemas a serem potencializados.


Essa postagem é uma reprodução do que já foi exposto em:

- portalamazonia.com.br  (Empresas planejam construção de porto para escoamento de grãos no Amapá - TV Amapá, em 01/02/2012)
g1.globo.com (Alternativa para escoar safra de grãos anima agricultores de MT - Globo Rural, em 16/02/2012)
- portalmaritimo.com  (Amapá cria rota marítima com 150 países - Rodrigo Cintra - 02/08/2012)
olhardireto.com.br (Mato-grossenses poderão usar porto do Amapá para exportar a produção - Alexandre Alve, em 19/10/2011)
clichoje.com.br (Mato-grossenses poderão usar porto do Amapá para exportar produção - Redação Clic Hoje, em 19/10/2011)
- oimpacto.com.br  (Audiência Pública ouve a sociedade sobre Estação de Cargas e Transbordo em Itaituba‏ - ASCOM/SEMA-PA, em 03/10/2011)
- sistemafamato.org.br (MT escoará soja pelo Amapá - Maíza Priloli, em 27/01/2012)
- cdp.com.br (Porto de Itaituba)  



Veja também:

sábado, 10 de novembro de 2012

Imagens da 1ª FLAP

Nos dias 3 a 6/11 a 1ª Feira de Livros do Amapá realizou-se como maior evento da Literatura Amapaense. Uma oportunidade de conhecer os autores, livrarias, participar de oficinas, saraus e outras atrações culturais. Foi um circuito literário por várias instituições de Macapá. Os amantes da leitura agradecem. Não poderia deixar de fazer também um registro do histórico evento.


Essa é Dona Esmeraldina dos Santos, escritora e considerada Patrona da Festa. Mora no Curiaú, é divulgadora da cultura local e tem livros publicados: 
- "As aventuras de Dona Florzinha" (Literatura infantil/2011, VEJA AQUI)
- "Histórias do meu povo" (Livro de memórias e história do Curiaú/2002, VEJA AQUI). Outros dois estão em acabamento.

 O Corredor Literário constituiu-se na exposição de textos de autores locais por vários prédios no Centro (Biblioteca Elcy Lacerda, Teatro das Bacabeiras, Centro Franco-Amapaense, Museu Joaquim Caetano da Silva, EAP, PESCAP, Macapá Hotel e Casa do Artesão).
Os escritores prestigiados são jovens talentos ou autores já consagrados no Amapá.
Foram eles: Alb Ney dos Santos, Aline Monteiro, Ana Caroline Magalhães, Annie carvalho, Augusto Oliveira, Carla Nobre, Cassia Modesto, Clara Vieira, Daniel de Rocha, Daniele Marques, Deusa Ilário, Dinho Araújo, Emmily Beatriz, Esmeraldina dos Santos, Erick Boaventura, Fernando Canto, Frank Palmerim, Gennifer Moreira, Glauber marinho, Glória Araújo, Gúlval Auridan, Hayam Chandra, Heliana Bastos, Janete Lacerda, João Marcos, João Barbosa, Jonas Teles, Kallebe Lima, Kelvin Almeida, Kris Telles, Lara Utzig, Leacilde Moura, Liliana Dalledone, Lindomar dos Santos, Lulh Rojanski, Manuel do Vale, Maria Aldair,Marvin Cross, Mary Paes,Nayara Cavalcante, Ozéas Jr, Paulo Tarso, Pedro Henrique, Pedro Stkls, Rafaela Sena, Ricardo Pontes, Rodrigo Ferreira, Romualdo Palhano, Simãozinho Sonhador, Tiago Correia, Tiago Quingosta, Tiago Soeiro, Estrela Veg.
Foram 53 banners espalhados no corredor, como adereços cênicos, confeccionados pela AMAARTE (Associação dos Artesões e Artistas). Segundo o portalamazonia.com.br o investimento no festival literário foi de aproximadamente R$ 263 mil.
Esta é uma das que estavam no corredor:

A rede 
(Glória Araújo)

A rede velha comeu foi fogo
Com nós dois pra lá e pra cá!
O suor cobria nosso corpo:
Ajeita a rede, balança a rede,
A rede querendo rasgar
E nenhum de nós queria parar,
Eu rangia os dentes e gemia
Ele dizia: aguenta, meu bem,
que já vou terminar!
Depois de muito esforço
Puxamos a rede e o que vimos
Valeu todo o sacrifício:
O peixe era enorme.
Dava para almoço e jantar!

Na frente da PESCAP e EAP pudemos encontrar duas representações muito simbólicas da cultura amazônida. Quem nunca ouviu falar do boto ou da sucuri na Amazônia?
A Casa do Artesão foi o local de exposição dos livreiros. Foram eles: 
Livraria Acadêmica (AP), Livraria Encontro das Letras (AP), Livraria Machado (AP), Livraria Clássica (AP), Livraria Nova Amapaense (AP), Livraria Didática (AP), Public Livraria (AP), Editora Estudos Amazônicos (PA), Editora Promolive (Guiana Francesa) e Cortez Editora (SP), Paulinas Livraria (AP) e Livraria Espírita André Luiz (AP).
Ué! Por que não teve a representatividade das livrarias evangélicas?
A feira, com suas falhas ou dificuldades, foi realmente um sucesso e veio contribuir em muito para a divulgação da leitura, do conhecimento e das livrarias de Macapá. Em várias instituições tivemos eventos paralelos de lançamento de livros, palestras (mais de 20), contações de histórias, performance de estátuas vivas, oficinas de arte, saraus, presença de escritores locais, nacionais e internacionais, exposição de artesanato, etc.
Foi interessante também o Vale Livro, onde o GEA investiu cerca de R$ 93.200,00 para que alunos da rede pública, acadêmicos e professores tivessem um vale de desconto na aquisição das obras (40 ou 100 reais). Fonte: Informativo da 1ª FLAP.  
Poxa vida! Bem que queria e procurei! Mas há muito tempo ja não sou oficialmente estudante ou professor, requisitos necessários. Poderia ter também um vale para pesquisadores de instituições públicas, não poderia? Pelo menos as estaduais, já que a promoção foi do governo estadual (GEA).
Mas deu para adquirir muita coisa. 
Essas foram minhas aquisições!
Prestigiei mais os stands dos livros e passei por algumas instituições. 
Algumas das coisas que vi foram:
Na Biblioteca Pública Elcy Lacerda minha visitação se resumiu no hall de entrada, onde encontrei duas estantes com obras da Literatura Amapaense e banners com textos de autores locais (Rolou muita coisa boa na Biblioteca).  Não sou nenhum crítico literário ou intelectual de alguma coisa. Vendo as obras deu para perceber que a lacuna de escritores narrativos (romances, contos) não é grande. A maior parte é no segmento da poesia. Eu leio e até aprecio, mas confesso minha predileção pelas narrativas. A Literatura Amapaense tem sido construída (me perdoem se estiver errado) em sua maior parte pelos poetas. Por que será?

Nota de 13/12/2012 -  O escritor/poeta Paulo Tarso lançou em 07/12/2012 o livro "Os Silêncios da Eternidade". Nesta obra ele faz uma abordagem sobre esta questão (veja páginas 114 e 115).
Aqui está uma poesia de um dos livros que dei uma folheada na biblioteca.
Chuva
(Leão Moysés Zagury)

A chuva chove,
não chove?
Chove,
cai fininha.
Afasto-me da janela,
onde assistia o espetáculo.
Chove fininho
Lá na rua.
E continua a cair,
vai sumindo aos meus olhos,
encantados com tanta beleza.
A sabedoria da natureza
fascina-me.
Vou para meu quarto pensando:
- quanta simplicidade  e força há
na natureza.

Poesia de Leão Moysés Zagury no livro Ciranda Matinal, de 1991. Esta e outras obras da Literatura Amapaense estão à disposição para leitura na Biblioteca Pública de Macapá.
Na programação do Museu Joaquim Caetano foi lançado o livro "O Oiapoque e o Amazonas - uma questão brasileira e francesa", de Joaquim Caetano (escrita em 1861). Foi um documento importante nas decisões da questão de fronteiras entre Brasil e França, no Laudo de Berna (assinado em 01/12/1900 na Suiça). Fonte: agenciaamapa.com.br 
A obra pode ser consultada também na Biblioteca Ambiental da SEMA em Macapá, que recebeu e agradece a doação de dois exemplares. Conheça mais do Museu NESTE LINK.
O Centro Franco-Amapaense teve vários eventos relacionados à francofonia e às artes, incluindo oficinas de restauração de livros, palestras com autores da Guiana, inauguração de Sala de Leitura com literatura em francês (ainda vou fazer uma postagem semelhante a que fiz sobre a Biblioteca do Danielle Miterrand, VEJA AQUI) e espaço destinado a literatura infantil.
 
Contação de histórias no espaço infantil, no Centro Franco-Amapaense.
 A festa maior de contato com os livros foi mesmo na Casa do Artesão...
Na Livraria Machado, por exemplo, uma das boas coleções que encontrei foi a LITERATURA BRASILEIRA EM QUADRINHOS, da Editora Escala Educacional. Falo mais dos quadrinhos porque é algo que aprecio muito.
A série é muito boa, recomendável para o acervo das bibliotecas escolares e tem 19 títulos. Começou com a adaptação de contos de Lima Barreto/Machado de Assis e já apresenta romances como "A moreninha" de Macedo, "O Ateneu" de Raul Pompéia e "O cortiço" de Aluísio Azevedo, entre outros.
A editora tem também outras coleções legais em HQs: História do Brasil, História Mundial, Filosofia e a Literatura Mundial em Quadrinhos. Veja mais no site da editora ou na Livraria Machado. Eu tenho quase tudo dessas séries.
Entre as boas coisas da Livraria Acadêmica, continuando neste segmento de adaptação HQ, encontramos a série CLÁSSICOS EM QUADRINHOS da Editora Salamandra, com a adaptação destas obras:  
Uma das melhores para mim é a de "Robson Crusoé" de Defoe, que tem traços bem simples e um texto objetivo, sem aquele rebuscamento todo e inovações de enquadramento dos quadrinhos de super-heróis. É uma grandiosa história que, de uma forma bem simples, foi muito bem adaptada para os quadrinhos.
Conheça essa série na Livraria Acadêmica, que tem também muita coisa em outros segmentos. 
Segundo os amigos de lá um dos livros de maior saída da livraria na FLAP foi "Cinquenta Tons De Cinza" de E. L. James
É um romance com tons de erotismo, mostrando até BDSM. 
Sabes o que é isso?


 
Passando pela Livraria Nova Amapaense encontrei alguns títulos da Literatura Amapaense e vi que teve muita saída de literatura infantil (estava sendo vendida com preço muito barato). Por isso adquiri vários destes títulos. Serão doados a uma escola ribeirinha na Ilha de Santana assim que juntar um bom número. Não se toca trombetas, mas quem sabe isso não seja um estímulo para que outros façam também algo de bom quando podem fazer e não fazem. A escola a que me refiro, se quiseres conhecer, está NESTE LINK e NESTE OUTRO.

Entre os livros amapaenses adquiri dois no segmento ambiental:
 Ambos são produções de 2012 e foram publicados através da parceria GEA/PRODEMAC/IEPA.

"Guia de Mamíferos do Estado do Amapá" tem como autores Ana Martins, Claudia Silva, Elizandra Cardoso e Isaí Jorge de Castro. A obra tem 301 páginas, é bem ilustrada com a imagem e mapa da área de ocorrência das espécies, constituindo-se em uma importante ferramenta para a educação ambiental e conhecimento para a preservação das 148 espécies citadas.

"ZEE Urbano das Áreas de Ressacas de Macapá e Santana (AP)" dos autores Takiyama, Uédio Silva, Erica Jimenez, Ronaldo Pereira, Diego Zacardi, Erlyson Fernandes, Flávio Souto, Luis Silva, Marcio Silva, Maria dos Santos, Salustiano Neto e Valdenira Santos. Dentro do tema ambiental, os assuntos de maior procura na Biblioteca SEMA-AP são Unidades de Conservação e... advinha! Esta publicação sobre as RESSACAS enriquece o conhecimento sobre as mesmas, também hoje um dos graves problemas urbanístico com o crescimento populacional e ocupação desordenada em Macapá. A obra tem 84 páginas e discorre em 5 capítulos temas como: Referenciais Estaduais e Municipais para o zoneamento das ressacas, Aspectos naturais, Resultados do estudo, etc.

Esse cidadão aí é o professor, roteirista de histórias em quadrinhos e escritor IVAN CARLO (também conhecido como GIAN DANTON). Estava na Livraria Nova Amapaense autografando. Muitos de seus trabalhos são conhecidos nacionalmente (veja neste LINK um lançamento em Macapá). Para conhecer mais do escritor visite ivancarlo.blogspot.com. Na Livraria Nova Amapaense encontramos seus livros e no escritoresap.blogspot.com veja um dos últimos lançamento. 

 
A Livraria Clássica é outro point com muita coisa boa como:
Série Vaga-Lume (75 títulos - Ed. Ática - Quase completo a coleção, mas percebi que seria melhor doar quando visitei e vi a realidade de algumas escolas. Uma parte foi para isso).
Série Para Gostar de Ler (44 títulos - Ed. Ática). 
Coleção Arco-da-Velha (13 títulos - Ed. Scipione) e as Série HQs Mitos em Quadrinhos (03 títulos - Scipione) e Clássicos Brasileiros em HQ (10 títulos - Ática).
Os amigos da Livraria Clássica me informaram que o livro deles que teve maior saída foi "Saga de um mundo despedaçado – o continente perdido" de Ricardo Maciel dos Anjos. Essas narrativas são de sucesso com a juventude, mostrando um universo fantástico com humanoides, anões, elfos, insetos gigantes, homens-lagarto, hobbits e outros seres excêntricos que se encontram e lutam entre si nessa aventura.
 
 

Para encerrar isso de falar dos quadrinhos, também devo registrar o lançamento da Revista Mixtureba Comics Nº 02. Oficialmente foi lançada no dia 31/10/2012 e teve seu espaço também na Feira de Livros. É uma revista em quadrinhos produzida por talentos locais. 
Acompanhe no Blog da Mary (uma das roteiristas da revista e participante do Coletivo AP Quadrinhos - Grupo idealizador da revista) como foi a repercussão na FLAP.



A exposição de artesanato combina muito bem com a feira literária. Na Casa do Artesão encontramos obras capazes de retratar, em belas ou impressionantes imagens, o que os escritores fazem em muitas páginas. E vice-versa. José de Alencar ou Euclides da Cunha em "O Guarani" e "Os Sertões" descrevem muito bem o ambiente em mil palavras, que também podem ser traduzidas por um pintor em mil cores.

Entre os artistas que encontramos na Casa do Artesão, aqui está o exemplo de obras que chamam a atenção pela simplicidade e leveza dos traços. É uma arte figurativa que aprecio.

 
São obras de SILVANDRO PESSOA

Esta imagem parece algo que vi no rio Macacoari e não deu para fotografar. Numa parte estreita, na curva do rio, apareceram muitos botos que pulavam aos pares na frente dos pequenos barcos e, à frente, iam voando dezenas de pássaros próximos ao nível da água, parando momentaneamente e seguindo naquele vôo espetacular com a aproximação de nossa embarcação. Ia aquele bando voando fazendo as curvas do rio numa imagem que não esqueci (acredito que eram mergulhões, que em outros cantos são chamados de biguás). O rio parecia um corredor estreito entre aquelas belas e altas árvores. Vou tentar registrar isso em um desenho também. Essa viagem eu descrevi AQUI.
... E esta aqui é de DAMASCENO.

Eu vou pela feira reparando tudo, as obras e as pessoas também.
Tem cada figura! Como o tonto que vos escreve...
O que que a baiana tem?
Essa é a Cleide com seu quitutes, resolvi homenagear!
Ó Pai Ó! Grandes personagens da literatura são peculiares assim.
 
Olha aí quem encontrei! Esse cidadão é o escritor e professor Luis Fulano de Tal, que estava divulgando a obra "A Noite dos Cristais"
Fui no lançamento que teve na Fortaleza (postei AQUI).

Outro figura é este aí na arte da estátua viva. O lance não é só ficar parado, mas transmitir uma mensagem. Podem fazer uma sarcástica crítica sem dizer ou gesticular nada. A arte vem da Europa e teve inspiração no teatro grego. O que esse cidadão aí tanto lê, sei lá! Mas tudo o que impulsiona o homem resulta do momento da busca de conhecimentos. Julga tu aí o que ele quer mostar... Queria ter encontrado e registrado também a arte de uma pessoa que faz isso brilhantemente... onde será que ela se apresentou e eu não vi...
 
No stand da Editora Estudos Amazônicos encontrei muita coisa sobre a História da Amazônia. A editora tem títulos como: "Economia da Borracha na Amazônia" de Patrícia Sampaio, "A imigração portuguesa no Pará" de Cristina Cancela, "Colônias Agrícolas na Amazônia" de Francivaldo Nunes, entre outros. Eu, apreciador de lendas locais, gostei também de conhecer um pouco da Coleção "As viagens de Zé Mururé", da autora Adriana Cruz. Os títulos podem ser conhecidos no catálogo disponibilizado em editoraestudosamazonicos.com.br. Uma pena não terem trazido todas as publicações. Queria ter toda a série do Zé Mururé. Adquiri estas:
"Amapá: experiências fronteiriças" do Professor e Historiador Sidney Lobato.
"A obra tem 39 páginas e trata da história amapaense desde antes do descobrimento do Brasil até as manifestações populares em favor da criação de um governo próprio, no início do século XX. Os textos são acompanhados de fotografias, mapas e pinturas para favorecer a imaginação histórica, possibilitando que o leitor construa na sua mente uma imagem do passado." (Fonte:chicoterra.com)
Acreditava que as etnias indígenas em nosso Estado eram de estabelecimento milenar, na verdade os povos nativos que existiam por aqui, antes do descobrimento, foram praticamente extintos até o Século XVIII - devido as pressões territoriais pelas riquezas, a imposição da escravidão e a ausência de uma memória imunológica - deves saber o que é isso, deduza... As etnias conhecidas vieram para cá a partir da data citada (os Waiãpis, por exemplo, viviam na região do baixo rio Xingu). A pressão do colonizador foi a causa das migrações.
O autor Sidney Lobato
Outro aspecto interessante abordado é que grande parte dos indígenas que trabalharam na construção da Fortaleza de Macapá eram adolescentes (13 a 15 anos). Quanta coisa a história nos revela! Quanta coisa também se repete e não muda, como a pressão nas terras indígenas devido a riqueza (não duvide de garimpos clandestinos, traficantes de animais, caçadores, etc e tal). Como será a história contada daqui a algumas dezenas de anos? Taí um ótimo livro da História do Amapá, abrangendo o período colonial até  a criação do território em 1943.

Nas livrarias de Macapá, e até em algumas bancas de revistas, podemos encontrar também o livro "Do lado de cá: Fragmentos da História do Amapá", que teve lançamento em nov/2011. Apresenta uma coletânea de textos sobre a história amapaense, sendo o Professor Sidney Lobato um dos organizadores. Postei na ocasião, se quiseres ver, AQUI). A obra teve destaque também na FLAP.

O stand da Livraria Didática, onde muita coisa também estava em promoção. Algumas das obras de maior saída foram livros educativos, como os que tratam de LIBRAS.

Para terminar, veja mais algumas obras do Amapá que estiveram em evidência na FLAP. A feira passou, mas podes adquiri-las procurando nas livrarias ou bancas de revistas de Macapá.

             
           
             
           
           
           
       
           
Essas são apenas algumas. Só procurar!
Uma parte destas obras está descrita AQUI
Conheça a Literatura do Amapá em
www.escritoresap.blogspot.com.br 
Visite também nossas bibliotecas.

Assim foi a 1ª FLAP. 
E teve tanta coisa que nem citei...