As postagens desse blog são em caráter informal e de apego ao saber popular, com seu entusiasmo, exageros, ingenuidade, acertos ou erros.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

"Niranaê" - Edgar Rodrigues

As bibliotecas sempre reservam surpresas e descobertas. Tenho isso em mente como visitante fiel e também como estímulo para as buscas. 
Uma das coisas que encontrei, já faz um bom tempo e resolvi agora compartilhar, foi o romance NIRANAÊ, de Edgar Rodrigues, publicado no ano de 1997, em Macapá. O principal motivador da leitura foi o caráter indianista, com uma visão dos primeiros contatos com o colonizador europeu. Os índigenas mostrados são os Tucujus e o europeu protagonista é o espanhol Mário Hernandez. É ainda uma das poucas obras neste segmento na literatura local, ao lado de O GUERREIRO TUCUJUS, de C. Cantuária (1989).  


Vicente Pinzón

O autor usou um fato histórico, também controverso, no início do romance, que foi a passagem do navegador espanhol Vicente Pinzón pela costa do Amapá em 1500, antes de Cabral oficialmente descobrir o Brasil. 
Pinzón fez parte da expedição de Colombo, capitaneando a nau Niña, e a ele é atribuída a denominação Costa Palicúria, a primeira referência às terras amapaenses - nome inspirado na presença dos índios Palicur na região. A passagem pelo Amapá e designação da região é causa de discordâncias entre os historiadores, mas o fato serviu de inspiração com a referência de um naufrágio nessa expedição, resultando no resgate do tripulante Mário Hernandez por Itanhaê, pajé na nação Tucuju. Mário é salvo de ser devorado por jacarés, levado para a tribo e, de uma paixão repentina por Niranaê, a bela filha do líder e guerreiro Itaraê, constitui uma miscigenada família, tendo os filhos Hernan, Amália, Luzia, Jacareí e Aracém. Essas são as personagens no romance.

Indígena (Obra de Xavier, 2012)
Li nas versões impressa e disponibilizada em um blog. Tive algumas impressões e a primeira delas refere-se ao ritmo com que a história é apresentada. A passagem do tempo é um pouco acelerada e o autor não se detém em muitos detalhes nisso, deixando certos fatos cercados de mistérios, como o naufrágio no início. Nesse sentido, parece uma obra naturalista, com uma abordagem geral dos primeiros contatos, mostrando histórias verossímeis ou não, bonitas ou chocantes. 
Outro aspecto que notei refere-se às características do indígena. O autor optou por um caminho menos idealizado frente aos escritos indianistas, pois o romance passa uma sensação de ingenuidade e fragilidade do índio, tanto em seu ambiente natural quanto em relação aos colonizadores. Tratando-se da lendária tribo Tucuju, cantada em versos e prosa nestas terras, transparece uma imagem de subserviência, convergindo tudo (liderança, cultura e valorização) para a dominância dos colonizadores. Meu conhecimento de apego popular gostaria de ter admirado mais façanhas e brio deste povo sem a presença do europeu.

 Natureza na arte de Cláudia Cabral

No meio ambiente são mostrados alguns fatos dramáticos, onde a natureza apresenta-se com uma realidade selvagem e indomável, de certa maneira é uma valorização da terra. Lugar para os fortes. O índio testemunha isso em sua vivência e o destino de Luzia que o diga.
A história exprime modernidade em determinados pontos, seja no linguajar ou sucessão de fatos, e é dessa forma que o autor conclui, em uma visão bonita e idílica, ideologicamente também muito otimista e progressista para os idos de 1500. Ô inveja para o Peri... 
É uma obra valorosa, principalmente pelo ineditismo na literatura local, e a leitura foi uma interessante viagem por idos que sonho e até então nunca havia palpado.

Título: Niranaê
Autor: Edgar Rodrigues
Editora: O Dia
Ano: 1997

Páginas: 110
Tema: Romance indianista / Amapá


 No Dia Nacional do Livro fica aí a sugestão. 
Para conhecer o autor e o romance na íntegra veja o blog

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Paz no Trânsito (M. Mota)

Essa canção foi escrita no ano de 2013, por M. Mota, como um trabalho de conscientização dos perigos de se misturar bebidas e direção. Fiz a edição desse vídeo usando imagens que registrei de Macapá.

Paz no Trânsito
(M. Mota)
 Existe um ditado, que bebida e direção
nunca deu certo, só dá confusão

Respeite o nosso trânsito e o nosso irmão
nunca derrame sangue nesse chão

O Vermelho é perigo, o Amarelo é atenção
O Verde é preferência, dê a seu irmão

A vida é importante, só Deus pode tirar
E na tua voltar há um alguém a te esperar

O Vermelho é perigo, o Amarelo é atenção
O Verde é preferência, dê a seu irmão

Algumas frases sobre o trânsito:

"Seja paciente no trânsito para não ser paciente no hospital."
"Seja cauteloso no trânsito, pois além da sua vida existe mais vidas em jogo."  
"É melhor perder um minuto na vida do que a vida em um minuto."
"Mais perigoso do que cavalo na estrada é burro no volante."
(Autores desconhecidos)

"Seja a mudança que você quer que exista no mundo"
(Mahatma Gandhi)

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

"Macapá Querida"

Álbum com fotos históricas de Macapá, publicado em 2010 pelo governo estadual e editado pelo Museu Histórico do Amapá Joaquim Caetano da Silva. A obra tem cerca de 50 fotos raras mostrando a evolução da cidade do início do século XX até a década de 1970. Uma belíssima homenagem à capital no meio do mundo (fundada em 04 de fevereiro de 1758) que deve ser conhecida por todo macapaense.