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sexta-feira, 3 de julho de 2015

HISTÓRICO DA BIBLIOTECA PÚBLICA ESTADUAL ELCY LACERDA (Por Paulo Tarso)

Biblioteca Pública Estadual Elcy Lacerda 
Histórico e atuação relevante na educação e cultura do Amapá

Fachada principal da Biblioteca Pública Estadual Elcy Lacerda vista do alto do Teatro das Bacabeiras
Sua origem remonta à Biblioteca que foi instalada em uma casa particular com um acervo doado pelo Dr. Acylino de Leão (1888-1950),
Dr. Acylino de Leão
médico, político e acadêmico da APL e outras obras referentes ao Estado do Amapá. Esta casa ficava na Rua Mário Cruz, ao lado da Intendência de Macapá, hoje transformada em Museu Histórico Joaquim Caetano da Silva. Isto quando o Amapá pertencia ao Estado do Pará.
Com a transformação do Amapá em território, uma das preocupações do 1º governador, Janary Gentil Nunes, foi transferir este acervo existente para um local mais adequado, onde a comunidade pudesse ter melhor conforto em suas pesquisas e leituras.

Antiga Intendência de Macapá,Atualmente
Museu Histórico Joaquim Caetano da Silva
No dia 20 de Abril de 1945, sob a égide do Chanceler da Paz, que foi a figura do eminente Barão do Rio Branco, foi criada oficialmente a Biblioteca Pública de Macapá, durante a comemoração do primeiro centenário de nascimento desta figura histórica.

Raul Monteiro Valdez
O ato foi presidido pelo Dr. Raul Monteiro Valdez, governador interino e a saudação feita pelo Sr. Paulo Armando Martins Xavier, primeiro diretor da instituição, que passou a funcionar em uma das salas do Grupo Escolar Barão do Rio Branco.
Em 1950 foi transferida para um prédio construído especificamente para esse fim, em frente à Escola Normal de Macapá (IETA).
Com o aumento considerável do acervo e havendo necessidade de outro prédio, em 1971 o governo do Gal. Ivanhoé Martins, decidiu que a biblioteca passasse a funcionar na Rua São José, esquina com a Av. Mendonça Furtado, seu endereço atual.
Em 1992, a Biblioteca passou por reformas e adaptações, sendo reinaugurada em 10 de junho de 1994. Nesses dois anos ela funcionou no prédio da COBAL (hoje SEBRAE) e através da Lei nº0269 de 12 de Junho de 1996, a Biblioteca foi personalizada com o nome de Biblioteca Pública Estadual Elcy Lacerda, homenagem feita à Professora Elcy que tanto engrandeceu o Amapá no Brasil e no mundo.


Elcy Lacerda em quadro do artista plástico Gibran Santana
E, coincidentemente, Elcy nasceu no dia 20 de Abril de 1945. Entre o final de 2009 e até o dia 27 de abril de 2012, a Biblioteca ficou fechada para reformas e adaptações.  Reabriu, e foi reinaugurada pelo Governo do Amapá.

Fotografias antigas e atuais da Biblioteca

A BIBLIOTECA HOJE

A Biblioteca Pública Estadual Elcy Lacerda tem prestado relevante auxílio à pesquisa da comunidade amapaense, principalmente aos estudantes, através de suas salas de referências. Também auxilia tecnicamente e materialmente as Bibliotecas Municipais, buscando organizar um sistema de rede entre as Bibliotecas do nosso Estado.
Dispondo de um acervo em cerca de 60 mil itens (dentre livros, jornais, revistas, Cds e Dvds) distribuídos em várias salas: 

        Ensino Fundamental
Infanto-juvenil
Acesso à Internet
Auditório multiuso
Sala Elcy Lacerda
Sala Afro-indígena
Sala do Ensino Médio e Superior
Sala Amapaense
Sala de Periódicos
Sala de Obras raras – acervo dos jornais mais antigos do AP
Sala de Braile e Audioteca
Sala Circulante
Galeria Alcy Araújo
Abriga a Associação Amapaense de Folclore e Cultura Popular

Destacamos a importância educacional e cultural da Biblioteca Pública como um centro de referência aos pesquisadores, que nela encontram diversos tipos de suporte para que desenvolvam trabalhos, principalmente monografias, teses e trabalhos escolares.
Ponto de encontro de escritores que realizam os lançamentos de suas obras expõem,  seus trabalhos e realizam palestras com estudantes e professores, a Biblioteca também dispõe de um grupo de teatro, constituído por servidores que trabalham peças da Literatura Infantil- principalmente Monteiro Lobato. Esse grupo também conta histórias e realiza apresentações na própria Biblioteca e nas escolas, inclusive em Municípios do interior.

Semanalmente, centenas de estudantes visitam a Biblioteca
e participam de atividades educacionais e culturais

Os servidores da Biblioteca são treinados para prestar toda a orientação aos usuários, orientam as pesquisas, indicam bibliografia e esclarecem dúvidas.
Vinculada à Secretaria de Estado e Cultura, em parceria com a Secretaria de Estado da Educação, a Biblioteca tem sido um órgão que ao longo da história vem desenvolvendo um trabalho que colabora sobremaneira para que o nosso Estado preserve sua cultura. Ela é a guardiã de um rico acervo de obras raras, de clássicos da Literatura Brasileira e Universal, coleções de periódicos como o “Jornal Amapá” (primeiro diário oficial do Território), exemplares do jornal “Pinzônia”, e da Biblioteca particular e objetos pessoais da professora Elcy Lacerda.

Alguns  ex-diretores e gerentes:
Lauro Chaves - Professor
Déa Rola – Bibliotecária
Bernadete Rodrigues – Bibliotecária
Amaparino Gemaque – Bibliotecário
Cristina Sabóia - Bibliotecária
Ângela Nunes – Professora
Cristina Dias – Bibliotecária
Paulo Tarso Barros – Professor e escritor
Tânia Mello - Professora
Ricardo Pontes – Professor
José Pastana – Professor
Lulih Rojanski - Escritora e professora

Leila Castro - atual gerente, desde fevereiro (2015)

COMO FUNCIONA A BIBLIOTECA

A Biblioteca Pública Estadual Elcy Lacerda, fundada em abril de 1945, sempre trabalhou na divulgação do livro e da leitura e contou com a presença de professores, bibliotecários, pedagogos, mediadores de leitura, artistas e outros profissionais da Educação.
A Biblioteca esteve subordinada à Secretaria de Educação - Seed durante muitos anos e tem a tradição de atender prioritariamente, e de forma contínua, estudantes da rede pública e da rede particular. Por isso, a SEED sempre foi a principal fornecedora da mão de obra qualificada e devidamente treinada para dar suporte aos trabalhos educacionais e pedagógicos desenvolvidos pela instituição, além de mantenedora do mobiliário, equipamentos eletrônicos, estantes e demais utensílios existentes na instituição, mesmo depois que a biblioteca passou a ser vinculada à Secretaria de Cultura (Secult) em virtude do Sistema Nacional de Cultura.


Os professores e pedagogos são distribuídos nos espaços da Biblioteca, que funciona ininterruptamente de segunda a sexta-feira, das 8:00h às 18:00h, inclusive no período de férias escolares, pois os professores lotados na instituição têm regime diferenciado de férias e, quando necessário, aos finais de semana, quando há eventos ou ações educativas e culturais, dando apoio e suporte às atividades das escolas.

SÃO ESTES OS PRINCIPAIS ESPAÇOS EM QUE SÃO DISTRIBUÍDOS
 OS PROFESSORES E PEDAGOGOS NA BIBLIOTECA:

SALA CIRCULANTE

A Sala Circulante dispõe de um acervo de aproximadamente 10 mil obras, a maioria de cunho literário, dos principais autores nacionais e estrangeiros nos gêneros romances, contos, crônicas, poemas, teatro, biografias, infantojuvenil e religião.


O público-alvo se constitui principalmente de estudantes da rede pública e da rede privada, professores, leitores da comunidade (cerca de 2 mil leitores cadastrados) e autores locais.
Os estudantes buscam conhecer as obras literárias e são orientados pelos professores na escolha da mesma, recebem informações sobre os autores e contexto histórico das obras para a produção de trabalhos escolares, interpretação de textos e como são trabalhados dentro do Enem, bem como sugestões de leitura de paradidáticos e material virtual na internet.

SALA DO ENSINO MÉDIO E SUPERIOR

A Sala do Ensino Médio e Superior dispõe de um acervo de aproximadamente 15 mil obras, dentre dicionários, enciclopédias, língua portuguesa e estrangeira, filosofia, ciências, matemática, direito, medicina e enfermagem, psicologia, filosofia, literatura, religião, geografia, designer, arquitetura e urbanismo, informática, artes em geral e livros didáticos diversos.


O público-alvo se constitui primordialmente de estudantes das redes pública e privada, concurseiros, candidatos ao Enem e professores que buscam obras de referência e especializadas em suas respectivas áreas.
Os professores fazem um atendimento personalizado a cada usuário que busca informações, orientando, dirimindo dúvidas, esclarecendo, sugerindo e disponibilizando novos materiais de pesquisa de acordo com o assunto a ser estudado. Além disso, é feito constantemente a catalogação, a disposição das obras para que o estudante seja atendido o mais rápido possível.

SALA DE OBRAS RARAS

A Sala de Obras raras se constitui em um verdadeiro tesouro histórico e literário do Amapá. Nela estão os primeiros jornais publicados no Amapá, desde 1895 (Pinzônia), o Jornal Amapá (1944 em diante) e outros jornais e publicações que são disponibilizados para os estudantes, professores, pesquisadores, historiadores e demais interessados.


Os professores são treinados e capacitados para manusear e colocar à disposição dos estudantes e pesquisadores esse acervo especial, cuja manutenção requer cuidados extremos para evitar danos e os perigos à saúde, pois são publicações antigas.

SALA DE PERIÓDICOS

Na Sala de Periódicos ficam os jornais publicados no Amapá  nos últimos 15 anos (posteriormente, são realocados nas Obras raras), revistas nacionais e estrangeiras, boletins e outras publicações que são postas à disposição do público, principalmente os estudantes e professores que buscam nesses periódicos um complemento importante para seus estudos e pesquisas através das matérias, artigos, fotografias e reportagens.


SALA INFANTOJUVENIL

Na Sala Infantojuvenil encontra-se um variado acervo de obras destinadas a esse público, que se constitui num dos principais focos de atendimento da equipe de professores da Biblioteca Pública Estadual Elcy Lacerda. 


Num ambiente decorado e atrativo para crianças e adolescentes, a Sala oferece várias atividades lúdicas e educativas. Mas o carro-chefe desse projeto é o Grupo de Professores Contadores de Histórias, que atua há mais de 25 anos desenvolvendo centenas de apresentações nas escolas de Macapá, Santana e até de outros municípios, bem como no auditório da Biblioteca, semanalmente, com a presença de uma ou duas escolas que participam ativamente das atividades pedagógicas através do teatro (inclusive de fantoches), dança, cantigas, músicas, etc.

SALA AMAPAENSE E DA AMAZÔNIA

A Sala Amapaense é um projeto pedagógico, educacional e cultural, que prioriza os autores do Amapá e da Amazônia e tem tudo a ver com a nossa realidade. Os professores recebem centenas de alunos que desejam conhecer as obras literárias, orientam suas pesquisas, expõem seus livros, poemas, biografias, fotos  - além de trazer os autores locais para debater e interagir com alunos e professores em palestras, oficinas, sessões de autógrafos e outros eventos culturais.


A Sala Amapaense dispõe de um vasto acervo de aproximadamente 2 mil obras para atender à crescente demanda das escolas da rede pública estadual, da Ueap, Unifap e outras universidades que estudam os autores locais.

SALA AFRO-INDÍGENA

Novo espaço que existe há 4 anos e que reúne obras que atendem à crescente demanda de literatura especializada nas duas etnias tão importantes para o Estado do Amapá.


Nela, os alunos recebem informações de profissionais sobre os povos indígenas, línguas, cultura, tradições e conhecem peças utilizadas pelos indígenas. Vasta bibliografia sobre marabaixo, batuque, história da África e cultura afro são disponibilizadas nessa sala.

SALA JOSEFA LAU DE CULTURA POPULAR


Uma parceria entre a Biblioteca Pública e o ponto de cultura da Associação Amapaense de Folclore e Cultura Popular tem um excelente acervo de fotografias, livros, vídeos e monografias sobre a cultura popular e folclore de todos os municípios do Estado, cujo trabalho vem sendo desenvolvido, na pesquisa, coleta e sistematização entre os professores da Biblioteca e a Associação.

SALA DE BRAILE E ÁUDIO VÍDEOS


Espaço em que são disponibilizados centenas de obras em Braile, Cds, Dvds destinados aos deficiente visuais que encontram nesse ambiente material literário e de referência para estudos, pesquisas e entretenimento.

GALERIA ALCY ARAÚJO


Espaço destinado a eventos artísticos, culturais e educativos, como lançamentos de livros, exposições, cinema, teatro, mini-cursos, oficinas, artesanato, música, dança, contação de histórias, saraus etc.
PROCESSAMENTO TÉCNICO



É a sala que recebe todas as publicações destinadas à Biblioteca. Nela trabalham o bibliotecário e outros profissionais que selecionam, classificam, catalogam, distribuem e fazem também a doação de obras para as Bibliotecas escolares e comunitárias do Amapá, pois a Biblioteca Elcy Lacerda faz parte do Sistema Nacional de Biblioteca Públicas, vinculado à Fundação Biblioteca Nacional, e coordena as demais bibliotecas públicas do Amapá.

OUTROS SERVIÇOS PRESTADOS PELA BIBLIOTECA

 Na Biblioteca Pública há um Serviço de Informações e Orientações sobre o registro de obras intelectuais, para escritores, poetas e compositores que desejam registrar seus trabalhos na Fundação Biblioteca Nacional, através do Escritório de Direitos Autorais.


No Auditório da Biblioteca, são realizados cursos, oficinas, lançamentos de livros, peças teatrais, recitais, reuniões e outros eventos. Os interessados devem agendar com a gerência e solicitar a cessão do auditório encaminhando ofício.


Texto: Paulo Tarso Barros

Fotos: Arquivo de Paulo Tarso Barros e fotografias da Biblioteca

Publicado originalmente em: escritoresap.blogspot.com.br

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Rosa Dalva e o origami na Biblioteca Ambiental SEMA-AP

Olha aí a Rosa Dalva, da Biblioteca Ambiental da SEMA em Macapá, apresentando um pouco de seu excepcional trabalho com origami! Uma alternativa viável, prática e bonita para reaproveitamento de papel na Educação Ambiental.

Foto: Rogério Castelo

O vídeo foi apresentado em 25/04/2015 no programa Amazônia em Revista, com imagens de João Pantoja e reportagem de Narah Rodrigues.



"Tudo começou com uma curiosidade e muito tempo de sobra. Dona Rosa estava doente, não podia fazer muitos movimentos, pela televisão viu a técnica de dobraduras e resolveu aprender para exercitar como uma terapia. Deu tão certo, que nunca mais parou de fazer. Até cursos para comunidades carentes ela já ministrou." (Fonte: Amazônia em Revista)

Algumas oficinas de reciclagem, ministradas por Rosa Dalva:

Oficina na Escola José Bonifácio (Curiaú - 2013 - VEJA MAIS)
 Biblioteca Ambiental da SEMA - 2012 (VEJA MAIS)
Biblioteca Ambiental da SEMA - 2013 (VEJA MAIS)
 
 Expofeira 2013 (VEJA MAIS)
 
Oficina na Escola Bosque (Bailique - 2014)
Oficina em Vila Vitória (Oiapoque - 2014) 
Exposição na FIO (Feira Internacional do Oiapoque - 2014)
 Praça Floriano Peixoto - 2015 (Dia do Trabalhador)

 ROSA DALVA
PARABÉNS PELO BONITO TRABALHO!