As postagens desse blog são em caráter informal e de apego ao saber popular, com seu entusiasmo, exageros, ingenuidade, acertos ou erros.
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sexta-feira, 22 de março de 2013

MUNICÍPIOS DO AMAPÁ - Bandeiras (Parte 4)

Esta é a bandeira do Município de Oiapoque. Fora possíveis erros geométricos, o que foi idealizado está preservado. Só me faltam agora as bandeiras de Pracuúba, Pedra Branca, Cutias e Amapá. Seria bem fácil de conseguir se as prefeituras disponibilizassem as informações organizadamente na net.

Município de Oiapoque


A expressão Do Oiapoque ao Chuí é conhecida nacionalmente quando se fala de pontos extremos. Como amapaense é interessante ver sempre o estado referenciado mas, geograficamente falando, é uma expressão errônea. O correto é Do Caburaí ao Chuí.  O Monte Caburaí localiza-se em um parque nacional no estado de Roraima e fica, comparativamente, a 84 km acima da localização do Oiapoque. Vivendo e aprendendo.



Veja também: 

sexta-feira, 15 de março de 2013

MUNICÍPIOS DO AMAPÁ - Bandeiras (Parte 3)

Mais duas bandeiras de municípios amapaenses. Geometricamente não estão perfeitas, mas dá para ter a idéia da concepção. São agora 11 identificadas das 16 existentes. Parece brincadeira e coisa trivial mas a maioria das bibliotecas amapaenses, todas que conheço, não reuniu ainda esta coleção que é frequentemente procurada em pesquisas. Os estudantes e professores que o digam. A busca ainda continua pelas de Pedra Branca, Cutias, Oiapoque, Amapá e Pracuúba. (Alguém me auxiliaria enviando a imagem para casteloroger@hotmail.com ?)

Bandeira de Ferreira Gomes
Bandeira de Tartarugalzinho 

Veja também:

quinta-feira, 7 de março de 2013

MUNICÍPIOS DO AMAPÁ - Bandeiras (Parte 2)

Quatro bandeiras municipais do Amapá. Estou tentando reunir dos 16 municípios, com estas já somei nove.

 Bandeira de Itaubal do Piririm.
Bandeira de Calçoene.
 Bandeira de Mazagão.
Bandeira de Porto Grande.

  
Veja também:
MUNICÍPIOS DO AMAPÁ - Bandeiras (Parte 4)  

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Pedra Branca do Amapari e o crescimento migratório (Reportagem do JN em 2012)

Em 30/10/2012 o Jornal Nacional exibiu uma reportagem sobre Pedra Branca do Amapari, em uma série sobre o crescimento migratório no país. Segundo dados do IBGE a população do município saltou de 4 mil para 11 mil habitantes (entre os anos 2000 a 2010). Foram apresentados os pontos que contribuíram para isso, as consequências e efeitos sobre a capital amapaense.

Reportagem: Rodrigo Alvarez
Produção: Juliana Lima / Angelo Fernandes / Arilson Freires
Técnicos: Eduardo Barbosa / Alexandre da Silva
Este video pode ser encontrado na videoteca da Biblioteca SEMA em Macapá.

Pontos apresentados:

- A equipe do JN no Ar foi ao Amapá para ver de perto o crescimento populacional apontado no Censo do IBGE. Isso acontece devido a migração, ou seja, por causa dos brasileiros que saem de suas cidades pensando em ter uma vida melhor na região. Vamos ver os motivos e efeitos dessa migração.
Mapa: Wikipédia
- São 100 km de asfalto e mais 100 de buraqueira. A equipe foi à mesma estrada que, em média, dez brasileiros percorrem a cada semana pensando em melhorar de vida. Chegamos em Pedra Branca do Amapari.
 "...se esta rua, se esta rua fosse minha..."

O acesso é pela BR-210 (a famigerada Perimetral Norte), com asfaltamento entre os municípios de Macapá e Porto Grande (em má condição) e situação precária sem asfaltamento até Pedra Branca (experimenta ir na temporada das chuvas...).
"... aonde tu vais rapaz, por este caminho sem fim?..."
- Vemos trabalhadores uniformizados do Maranhão, de Goiás, do Pará, de Minas, e de praticamente todo o Brasil, a caminho do trabalho.
- Só contando esse movimento migratório, a população de Pedra Branca do Amapari cresceu 24% em cinco anos e chegou a quase 11 mil habitantes. Mas a cidade não se preparou para isso. 
- “A população chega em um determinado local e quer que a presença do estado esteja ali, só que o estado não está preparado para atender toda aquela população”, revela o tenente da PM Alex Sandro Chaves.
- O município que tem só dois policiais por turno não costumava saber de mais do que um homicídio por ano. Desde janeiro, já foram nove (informação de 2012).
- Pedra Branca vai ganhar sua primeira praça, mas ainda não sabe o que é saneamento básico. Encontramos deficência na coleta de lixo e a prefeitura segue com a obra para transformar a minúscula câmara de vereadores em uma supercâmara.
"... êêêêê faraó.... que mara-mara-mara-maravilha é..."
- O ajudante geral Marcelo de Souza foi pensando em juntar dinheiro e voltar para o Maranhão. “Não sei se volto mesmo, só o homem lá de cima sabe”, diz ele.
- Mas o que faz com que tantos brasileiros saiam de suas cidades, viajando às vezes dois ou três dias pelas estradas para começar tudo de novo em Pedra Branca do Amapari? A resposta está debaixo da terra.
- A cidade foi fundada há 20 anos, mas só passou a existir para valer há sete anos, quando uma empresa de mineração se instalou no local. Em 2011, chegou mais uma.
"...Salve rico o torrão do Amapá
Solo fértil de imensos tesouros..."
- O que para os que não conhecem parece pura terra, pode ter até 60% de minério de ferro. Além disso, até três gramas de ouro em cada tonelada que caminhões retiram do lugar.
"...Os teus filhos alegres confiam
Num futuro repleto de louros..."

Será? O que vemos...
... é muita riqueza sendo explorada e grandes dificuldades
em uma cidade ainda pequena. Visualize esse mapa AQUI.
- Entre 2005 e 2010, a migração foi responsável por um aumento de 3,3% na população do Amapá. Esse movimento aconteceu em 15 dos 16 municípios do estado.
 
- Em Macapá, só a expectativa de que velhos geradores sejam trocados por hidrelétricas animou muita gente a se mudar para o lugar. O estado do Amapá até hoje não tem uma linha de transmissão para levar energia do "continente". Mesmo assim, na última década, foi o segundo estado brasileiro que mais cresceu em termos proporcionais.
- Natanael chegou como empregado há seis anos, mas depois que virou dono já mandou buscar mais 20 conterrâneos na Paraíba. “Eu ganhei tudo aqui, em Macapá. Hoje, sou o que sou por causa dessa terra abençoada”, elogia.

Fonte das Informações: 
 g1.globo.com

Essa foi a reportagem apresentada no JN. Pedra Branca é hoje um dos municípios com maior crescimento populacional no Amapá e também com elevados problemas urbanos. Foi emancipado há 20 anos (Lei Estadual Nº 08 de 1º de maio de 1992) e desde sua origem tem o crescimento ligado à exploração mineral (garimpo e minério-de-ferro). Muita gente vem para Macapá acreditando ser uma terra de oportunidades e vários migram para Pedra Branca com a expectativa de emprego nas mineradoras que atuam na região, ou em atividades secundárias a isso. A cidade não está preparada para o alto índice de pessoas, observando-se condições precárias de habitação, prostituição e um desenvolvimento lento (basta ver a situação da rodovia de acesso - BR 210/Perimetral Norte - que tem várias décadas e até hoje é uma das mais precárias no Amapá, sem um mínimo de asfaltamento onde se tem tanta riqueza sendo explorada). No início de 2013 a mineradora do Grupo Zamim adquiriu o controle do empreendimento da Anglo Ferrous, que atuava desde 2007, e há um projeto de implantação da primeira indústria siderúrgica no estado (precisamente no município de Macapá). Pedra Branca vai continuar gerando riqueza, crescendo e desenvolvendo-se (é certo). A que passos é outra história...

Um pouco de nostalgia:
Em 2007 foi implantada a Biblioteca Pública e Ambiental do Município de Pedra Branca do Amapari, em uma ação conjunta do  Governo Estadual (através da SEMA) e Prefeitura do Município. Houve também uma cooperação de empresas que atuavam na região (MMX e MPBA). A biblioteca recebeu acervo com vídeos e literatura com tema ambiental, constituindo-se em uma boa referência para a pesquisa estudantil. Atualmente precisa urgentemente de uma implementação.

Imagens da implantação em janeiro de 2007 (Fotos: Arquivo da Biblioteca SEMA)
 
 
 
 
Equipe da SEMA que implantou a Biblioteca (na primeira quinzena de janeiro): Paulo Figueira, Nelsiana Teixeira, Maycon Tosh, Rogério Castelo e Manoel Cardoso (participaram também funcionários da Prefeitura de Pedra Branca - Elizeu, Marta, Érica e outros que não recordo os nomes). 
Foram organizadas: sala para exibição de vídeos, sala do acervo literário, sala de consultas e sala de informática. 
Através do projeto GEA/SEMA foram adquiridos o mobiliário (cadeiras, mesas, estantes, armário e rack), computador, impressora, televisor, DVD, videoteca com mais de cem documentários e o acervo literário (com publicações compradas ou doadas totalizando mais de mil obras, entre livros, folhetos, periódicos, obras de referência e livros didáticos). 
A maior parte do material adquirido pela SEMA teve direcionamento aos temas ambientais e a sala de informática resultou de parceria com empresas mineradoras na região.

Imagens da reforma do prédio da biblioteca (Fotos: Arquivo da Biblioteca SEMA)
A prefeitura disponibilizou o local para a implantação da biblioteca e aí também se instalou a Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
 Inauguração em 07/02/2007 (Fotos: Arquivo Biblioteca SEMA)
  
 
A inauguração contou com a participação de escolas, autoridades municipais/estaduais e vários técnicos da SEMA que se deslocaram ao município. No mesmo dia foi inaugurada também a Biblioteca da Escola Família Agrícola da Perimetral Norte (EFAPEN ou vulga EFA do Cachorrinho), também organizada pela mesma equipe da Biblioteca Ambiental da SEMA em Macapá (mostro as imagens em outro momento, na certeza de estar resgatando um pouco da história).

 Localização da Biblioteca (Mapa: Google Maps)
Biblioteca em 2007, pós inauguração. Uma conquista para o município.
Biblioteca em 2012. Precisa de uma implementação (avaliação da situação do patrimônio incorporado, aquisição de novos títulos e documentários, reorganização do acervo, atualização da base de dados, etc).
 Um pequeno registro na história em dois momentos:
 
2007
 2012
Notaste uma sutil diferença na urbanização? Pois é, nossa biblioteca precisa também evoluir "da porta para dentro". Existe projeto na SEMA mas é necessário reconhecimento e valorização da importância destes centros pelas autoridades municipais e estaduais para que isso aconteça.

Há muito o que se descobrir sobre 
Pedra Branca do Amapari.
Divulgue também seus conhecimentos.
Visite, valorize e compartilhe com nossas bibliotecas.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Ilha de Santana (Parte 10 - Reportagem sobre a construção do porto de exportação de grãos)

Em 10/01/2013 foi exibida em telejornal local mais uma reportagem sobre a implantação do porto graneleiro em Santana. Dada a importância, resgato aqui os pontos abordados com os devidos créditos.

Reportagem da TV-AP em 10/01/2013
Repórter: Salgado Neto / Imagens: João Neto
Duração: 3 minutos 
Veja AQUI 

Pontos apresentados:

- O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) aprovou o financiamento de 76 milhões de reais para implantação de um porto graneleiro no Amapá, com isso o estado passará a fazer parte da rota de exportação e produção industrial de grãos. (Veja o valor exato do financiamento e a que se destina em bndes.gov.br)

- As conversas entre o Governo do Estado e produtores de grãos de Mato Grosso começaram no primeiro semestre de 2011. Várias reuniões foram realizadas apresentando o Porto de Santana como uma alternativa para o escoamento de grãos para o exterior. A nova rota saindo do Amapá pode trazer mais rapidez e 30% de economia no valor do frete, além de descongestionar os portos de Santos e Paranaguá no sul do país.

 Área de construção da primeira etapa do empreendimento no Porto de Santana.

- Para viabilizar o projeto os empresários de Mato Grosso criaram a Companhia Norte de Navegação e Portos S/A (CIANPORT - Veja AQUI). A única exigência do governo foi que a sede da empresa fosse instalada em Macapá. Um outro importante passo para o desenvolvimento do projeto foi o financiamento do BNDES para construção do porto. Depois que a obra estiver concluída O GERENCIAMENTO SERÁ PRIVADO.

- "Essa relação veio se estreitando e por várias vezes recebemos representantes desse grupo de empresários que criaram uma empresa de navegação aqui no estado para viabilizar a vinda dos grãos de Mato Grosso. Acabou de ser liberado pelo BNDES recursos de quase 76 milhões para o empreendimento, para construção de balsa e a estrutura para embarque e desembarque em Miritituba, da mesma forma também no Porto de Santana. A medida que os negócios avancem ocorrerá a geração de empregos e outras oportunidades de negócios, pois podem haver vários serviços em conjunto na área de embarque e desembarque, na área de transporte e na área de alimentação. Há uma rede de serviços que se cria em torno disso". (José Renildo - Sec. de Indústria e Comércio/AP)

- Duas estações de transbordo serão construída: Na área da Cia Docas de Santana e a outra na Ilha de Santana onde OS EMPRESÁRIOS JÁ POSSUEM 70 HECTARES DE TERRA. O governo estadual trabalha agora na legalização dos terrenos para início das obras. 

Preserve a Amazônia. É uma causa defendida no estrangeiro.
Taí uma das respostas... já estendem as mãos como seus celeiros.
- A rota de escoamento vai ser feita através da BR-163 até a Hidrovia Tapajós, depois será feito o transbordo para uma balsa que trará a carga até o Porto de Santana e daqui segue para União Européia ou Ásia. 

- Para o governo a construção do porto no estado abre muitas possibilidades de negócios.

Mais uma vez a história do desenvolvimento, quem nem o que se propagou com os empreendimentos em Pedra Branca. Cadê o desenvolvimento falado? Tá na Perimetral Norte? Tá na infraestrutura da cidade? Vamos ver o que vai ocorrer com a Ilha de Santana... De certo mesmo teremos a supressão de grande área florestal em breve. É só o começo de tudo... O que desejamos são resultados práticos positivos e não conjecturas.

Veja também:

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Vale do Jari, história contada em samba-enredo/2012

Em 2012, no carnaval amapaense, o Grêmio Recreativo Escola de Samba Piratas Estilizados apresentou o samba de enredo "O Encantado Vale do Jari". A proposta foi contar a história do povo na região sudoeste do Estado do Amapá, mostrando seus mitos, suas lendas, riquezas naturais e desenvolvimento. Eu não gosto de carnaval, mas penso ser interessante conhecer essa letra.

Edição: R. Castelo

"O Encantado Vale do Jari"
(Compositores: Aureliano Neck e Nonato Soledade / Intérprete:  Aureliano Neck)

Às margens do rio
O Beiradão surgiu
Era gente de todo lugar
Querendo explorar
Num sistema de semiescravidão
Trabalhavam sempre devendo ao patrão

Zé Cesário vendo a situação
Liderou a revolta da região
Os índios com medo
Dos novos habitantes
Fugiram para matas distantes.

O Regatão chegou, trouxe a cultura
Festa junina e outras misturas
Na religião, fé e devoção
Mitos e lendas na imaginação (Oh quanta)

Quantas belezas naturais
Reservas, parques florestais
Trilhas, igarapés, cachoeiras
Rios com corredeiras
Indústrias, riquezas minerais
Mas chegou a emancipação
Beiradão se desmembrou de Mazagão
Nasceu então o Laranjal do Jari 
Com desenvolvimento sustentável
O progresso veio a florir

Quem é estilizado diz aí:
O Laranjal alaranjou aqui
A Ivaldo Veras vai sacudir
Com o encantado Vale do Jari.
   
Fotos da Agência Amapá mostrando o desfile da Escola Piratas Estilizados (conhecida também como Piratinha) em 19/02/2012. É uma agremiação macapaense, fundada em 1974, com sede localizada no Bairro do Laguinho e com as cores laranja e preto (Fonte:wikipedia). 
Em 2012, com o tema citado, obteve a 4ª colocação entre as escolas que desfilaram no grupo especial do carnaval amapaense.

Pontos abordados:

Foto:Marcelo Lourenço (anos de 1980)
- A letra fala da formação do Beiradão às margens do rio Jari, que nasceu como um aglomerado de casebres devido a ocupação descontrolada na região por pessoas em busca de emprego no Projeto Jari. As condições de habitação e saneamento eram precárias resultando no que foi considerada, nos meados dos anos 1970/1980, a maior favela fluvial do mundo (Veja AQUI), sem organização na infra-estrutura e com graves problemas sociais (prostituição, violência, drogas e desemprego). Hoje deu lugar ao município de Laranjal do Jari, emancipado e desmembrado do município de Mazagão em 1987 pelo Decreto Estadual Nº 7.639 (Veja AQUI). Na publicação "O Poder Municipal do Amapá no Novo Milênio" (2002) encontramos a história de como foi ocorrendo a formação do Beiradão relatada por seu suposto primeiro habitante (Veja AQUI).

José Júlio de Andrade
(1930)
 - A exploração citada refere-se ao extrativismo de produtos amazônicos na região do Jari (borracha, andiroba, copaíba, castanha, etc) e ao modo como os trabalhadores eram tratados. No final do século XIX e início do século XX veio muita gente trabalhar na região, principalmente nordestinos. Trabalhavam na informalidade, liderados por capatazes que frequentemente impunham uma rígida disciplina. Não havia vínculo empregatício e imperava o aviamento, praticamente um sistema de escravidão. Acompanhe: os empregados recebiam mercadorias para suas necessidades básicas e o salário ficava comprometido em pagá-las. Essas mercadorias eram superfaturadas, o valor era descontado no pagamento e nada sobrava a não ser a contínua necessidade de adquirir mais produtos e assim acumular mais dívidas com o patrão. A migração na região deveu-se aos investimentos iniciados pelo Coronel José Júlio de Andrade, que tornou-se também um influente político, era considerado o maior latifundiário do mundo e tinha fama de governante com mão-de-ferro, que mandava castigar severamente os insurgentes (minha avó testemunhou-me umas ações assim). Há também publicações que o mostram como uma pessoa branda, sendo sua má fama consequência das ações severas de seus capatazes. De qualquer maneira, os negócios eram conduzidos de modo rígido, sem muito domínio da tecnologia, com os empregados sujeitos aos desmandos e sem direitos trabalhistas assegurados. É disso que a letra do samba está falando.  Fonte: "Jari: 70 anos de história" de Cristovão Lins.

- Zé Cezário, citado na segunda estrofe, foi um trabalhador que liderou “A revolta de Cezário” (em 1928), onde insurgentes tomaram um navio na região e prenderam alguns capatazes conhecidos pela severidade e crueldade, tornando-se uma manifestação de insatisfação e revide aos frequentes maus tratos. A rebelião eclodiu devido a esposa de Zé Cezário ter sido vítima de assédio ou maus tratos por parte de Duca Neno (cunhado do Coronel José Júlio de Andrade, famoso como um dos capatazes mais cruéis). Após o movimento muitos voltaram a trabalhar na região do Jari novamente e a rebelião ficou registrada como uma das páginas mais depreciativas na história da região da Jari nos tempos do Coronel Zé Júlio, (Fonte: "Jari: 70 anos de história" de Cristovão Lins).
Sugestão de leitura: "Jari: 70 anos de história" (Cristóvão Lins, 2001). Um valioso livro sobre a história de desenvolvimento na Região do Jari. O autor apresenta um estudo detalhado, citando personagens, acontecimentos relevantes, as características do empreendimento ao longo do tempo, as dificuldades e fatores que influenciaram o sucesso, desgaste ou fracasso, entre outras coisas. São 302 páginas distribuídas em 6 partes (as fases históricas): 
Parte 1 - O Jari Primitivo: Apresentação da região, considerando-se a geografia, as características ambientais e suas possibilidades econômicas, as tribos indígenas existentes e como se deu a ocupação desta proeminente região no Baixo Amazonas. Tem até a história de um crime ocorrido em Almeirim envolvendo um padre. Tempos que o autor nomeou como Jari Primitivo, antes do século XX. Ah... Agora entendi porque não existem botos transitando frequentemente pelo rio Jari (morei em Monte Dourado em 1984-1985 e nunca vi um naquele rio ainda muito preservado). Vai ler o livro que eu não vou te contar.

Parte 2 - A Fase José Júlio: Se estendeu de 1900 à 1948 quando o Coronel Zé Júlio investiu na região e vieram muitos trabalhadores em busca de oportunidades. O autor mostra o modo de trabalho arcaico, histórias interessantes, o empreendedorismo do coronel e sua biografia (segundo alguns críticos, com uma visão polêmica, sem caracterizá-lo com a arbitrariedade direta contra os empregados como era conhecido). O coronel introduziu a pecuária e bubalinocultura na região, mas o que teve maior importância em seus negócios foi o extrativismo da castanha.

Parte 3 - A Fase Portugueses: Período que a Jari foi adquirida por um grupo de cinco empresários portugueses (1948 à 1967). Ocorreram alterações importantes no empreendimento: rotatividade de empregados, modernização em alguns sistemas para melhor aproveitamento e beneficiamento dos produtos, introdução da agricultura (cacau, pimenta do reino e seringueira, diferenciando-se da fase anterior que era essencialmente extrativista) e investimentos para produção em larga escala com as várias possibilidades (incluindo comércio de peles de felinos com a ação nociva de gateiros - o autor, por exemplo, cita um que em um mês matou 160 gatos maracajás e 20 onças). Ocorreu também insucesso pela falta de um conhecimento técnico específico em muitas áreas. Que tal educação ambiental? O que não mudou foi o modo de trabalho dos empregados que continuavam sem garantias asseguradas.

Parte 4 - A Fase Ludwig : É o período (1967-1981) que me foi de maior interesse a leitura, pois mostra a industrialização da região por aquele que era um dos homens mais ricos do mundo (talvez o mais). Tem muita informação interessante, uma verdadeira viagem. Segundo o autor, onde hoje encontramos a cidade de Vitória do Jari, ex-Beiradinho, poderia ter se localizado a sede do projeto que foi construída em Monte Dourado (PA). Isso não vingou por conta de entraves com o governo amapaense. O livro fala dos vários investimentos e a causa de fracassos na Jari. Um dos fatores primordiais foi o déficit no fator energia disponível. Havia um projeto de Ludwig de construir uma hidrelétrica (vetado pelo governo brasileiro). Já pensou o que isso representou? Muito coisa poderia ter sido diferente hoje e aquela região poderia despontar como um dos locais mais desenvolvidos no Amapá (por outro lado a Cachoeira de Santo Antonio teria sumido para sempre com aquela mentalidade de desenvolvimento da década de 1970). Tem outras histórias interessantes: já ouviu falar da gmelina? Foi uma das motivações do empresário buscar estas terras (também, segundo o autor, tratadas como a menina dos olhos). Uma promissora terra para o desenvolvimento de uma árvore exótica a ser cultivada (apontada por seus pesquisadores como a ideal aos objetivos empresariais). Ah se soubessem do desenrolar... O projeto agroflorestal foi se desgastando com insucessos, o empresário teve prejuízos e  enfrentou uma resistência por parte de autoridades políticas para que avançasse em etapas fundamentais (como a construção da hidrelétrica). Houve uma propaganda política negativa de equivocados nacionalistas, vetando uma grande perspectiva de maior desenvolvimento na nossa região (o autor comenta que muitos opositores nem sabiam onde era a Jari) . Não deixou também de ser algo irônico pois os americanos, através deste empreendimento, experimentaram uma rejeição parecida ao que estimularam com seu imperialismo na América Latina contra ideologias contrárias a seus interesses, vistas como "ameaça contra a soberania nacional"

Parte 5 - A Fase de  Nacionalização: Período em que o empreendimento foi administrado pelo empresário Augusto Antunes, ocorrendo uma reestruturação na transição do grupo, que enfrentava momentos difíceis.

Parte 6 - A Fase Sérgio Amoroso: A partir de 1999 quando a Jari foi adquirida pelo empresário paulista. Uma das características na fase foi a instalação da Fundação Orsa, que desenvolve programas sociais na região (recebendo investimentos do faturamento do empreendimento para isso).

O livro está esgotado e pode ser pesquisado na Biblioteca SEMA em Macapá. Talvez o autor em novas edições, e tomara que aconteça mesmo, acrescente outros capítulos devido os eventos decisivos que estão se desenrolando na região da Jari.

O que há de marcante é a construção da Hidrelétrica de Santo Antônio e o projeto de modernização da fábrica de celulose em 2013, que passa por difícil momento e requer melhorias. O ponto negativo é o fechamento por cerca de dez meses para as obras internas. Há a perspectiva de uma demissão em massa dos trabalhadores, gerando um impacto acentuado na economia local.

Outro livro para pesquisas sobre a Jari é:

"Amazônia: as raízes do atraso" (Cristóvão Lins, 2012). A publicação é do mesmo autor do livro descrito anteriormente e, entre os estudos da Amazônia, apresenta um capítulo sobre a região da Jari, citando coisas como o Projeto Arroz em São Raimundo, a mineração do caulim (algo também exposto na letra do samba), a pecuária na região e as respectivas fases do Empreendimento Jari. Pode ser adquirido em livrarias e bancas de revistas em Macapá. Veja o lançamento AQUI.


Vamos agora voltar à letra do samba e obter mais informações.

Mapa: SEMA-AP
- Os índios são também citados e a região tem algumas etnias, havendo registro de confrontos e mortes. Especificamente, no Município de Laranjal do Jari encontramos as seguintes áreas: 
. Parte da Terra Indígena dos Waiãpis - Homologada em 1996 com mais de 30 aldeias. Historicamente os waiãpis passaram a se estabelecer nessa região a partir do século XVIII, migrando da região do Xingu (PA) pressionados pelo colonizador europeu (Fonte: "Amapá: experiências fronteiriças" de Sidney Lobato) 
. Parte da Terra Indígena Parque do Tumucumaque, homologada em 1997 tendo as etnias Tiryió, Kaxuyana, Aparaí e Wayãna.

- Os regatões citados eram embarcações comuns cujos proprietários faziam o comércio na região. Além dos produtos amazônidas, transportavam também medicamentos, revistas, tecidos, produtos alimentícios, utensílios domésticos, correspondências e outras coisas de grande importância aos povos da floresta. Ah! E se prestavam também a levar "encomendas". Quando morei em Monte Dourado ainda era vigente isso dos moradores transportarem mercadorias e cartas pelas embarcações na linha Santana-Monte Dourado (falava-se com os responsáveis do barco e eles se prontificavam a entregar a alguém esperando no porto) . Eu recebi cartas assim. Não era como no tempo dos regatões mas deu para viver um pouco do que representaram. No auge dos regatões eles eram a única possibilidade para uma série de coisas. Daí os versos: ...O regatão chegou, trouxe a cultura... Eram verdadeiros armazéns flutuantes. 
Quem mora em Macapá tem uma ótima oportunidade de conhecer o valor destas embarcações visitando o Museu Sacaca. Os regatões ainda circulam, mas é uma prática sem o impacto de representatividade que tinham no passado.

Sugestão de leitura: “Na ilharga da Fortaleza, logo ali na Beira, lá tem o regatão: o significado dos regatões na vida do Amapá - 1945 a 1970" (Paulo Cambraia, 2008, Ed. Açaí). A obra faz um resgate da importância deles no desenvolvimento da região, algo que chegou a ser ignorado nos primeiros anos de criação do Território do Amapá pelo primeiro governador. Planejava-se a abertura de estradas em busca de desenvolvimento e, paralelamente, havia um equivocado descaso ao que tinha grande representatividade na vida amapaense: as hidrovias com seus regatões. O Amapá tem sua história também intimamente relacionada a essas embarcações e é o que o autor se propõem a nos mostrar. 

Regatão do Museu Sacaca e seu interior. No destaque minha mãe Alzira Castelo, que foi ribeirinha na região de Breves (PA), apresenta as particularidades da embarcação para a neta Isabelly Castelo. Uma transmissão de conhecimento entre as gerações muito legal, fica a sugestão às famílias.
- As lendas são citadas na letra e, naquela região, encontramos no folclore todas as que são conhecidas e difundidas na Amazônia. A região também favorece a mitologia com um encantador cenário com seringais, castanhais, rios de águas escuras e regiões com belezas naturais ainda desconhecidas e pouco visitadas. Tudo é ambiente fecundo para isso. 

Banalidades ridículas de Gregor Samsa: O Coronel Zé Júlio de Andrade, principal autoridade na região nos tempos da primeira fase da Jari, era tido como um homem muito supersticioso e assim eram e ainda são muitos hoje. A região tem também acontecimentos que inspiram o imaginário, como o naufrágio do Novo Amapá (Veja AQUI e AQUI) e a expedição de pesquisadores alemães nazistas, sem falar das histórias dos caboclos como os seringueiros (ainda vou contar um dia uma estória de cigarro encontrado ao pé de seringueira e o "caboco baixando", mas isso é uma dessas minhas ridículas viagens para depois). O livro de Cristovão Lins "Jari: 70 anos de história" relata acontecimentos (verídicos) que certamente despertam o imaginário também, como o de morte de castanheiro devido ouriço ter caído em seu paneiro nas costas e partido sua coluna, devido a força e velocidade que atingiu na queda. Eu heim!? Parece mentira, mas é verdade, não parece até lenda? Outra história interessante transcrevo literalmente a seguir, ocorrida na região (não no lado de Laranjal do Jari, mas na região) no tempo de Ludwig:
"Houve também o caso de uma onça que comeu 152 animais, na maioria bezerros, no período de aproximadamente um ano. Esta onça, até o dia em que foi caçada, virou uma espécie de lenda entre os vaqueiros de Saracura, que davam as explicações mais extravagantes sobre sua astúcia. Uma vez o capataz da área disse que havia uma velha na localidade de Bom Jardim, às margens do Rio Jari, acusada pelos moradores de virar onça. Assim, suspeitava ele, poderia ser a velha que virava onça e vinha à noite atacar os animais em Saracura. Realmente a onça era astuta. Sabíamos que ela existia porque achávamos as embiaras (a presa abatida), mas ela nunca voltava para comer uma segunda vez, fato incomum na espécie felina. Certa vez um vaqueiro em campeada caiu com o cavalo em um buraco erodido pela chuva, não conseguindo retirar o animal.No espaço de tempo de 3 horas, quando vieram mais vaqueiros para retirar o cavalo, a onça já o havia matado e retirado do buraco, fugindo para a mata ao sentir a aproximação das pessoas." (Texto do livro citado, páginas 206-207, 3ª edição - 2001). Poxa! E eu que gostei de histórias como a do filme "A Sombra e a Escuridão"... Para mim esta foi uma descoberta muito interessante e ainda tem outra história neste segmento, também no livro de Cristóvão Lins, sobre o ataque de uma sucuri em uma região de várzea a um trabalhador da Jari (na década de 1980).
Mais banalidades extremamente ridículas de Gregor Samsa: Meu avô Apolinário trabalhou na Jari e, por um tempo, esteve em um acampamento muito distante e ermo chamado Pacanari (no início de 1980 - foto ao lado). Passei uns dias lá quando menino e corriam cada história sobre onças. Depois das 18h ninguém podia ir em um igarapé próximo, onde costumava-se tomar banho, pois circulava que elas apareciam e ai de quem estivesse em seu caminho. Um temor que me era acentuado principalmente porque depois de determinada hora noturna a eletricidade ia embora e ficávamos à luz de vela em alojamentos sem muita segurança, com portas ainda não fixadas. Diziam que andavam no acampamento também... 


São ou não são histórias com conotação lendária? Iguais a estas houveram outras. Sou fascinado por elas. 
É por sua natureza, encantos e histórias que o Vale do Jari é também um celeiro na mitologia.

Desenho de meu amigo R. Castelo (1989). É uma tentativa de reproduzir uma possível cena na natureza que, com uma boa dose de imaginação, semelhante a outras, pode transformar-se em histórias contadas, lendas, lorotas, causos e afins.
- O samba fala de belezas naturais, reservas, parques, rios, etc. É que a região, falando especificamente do Município de Laranjal do Jari, é conhecida por belos cenários naturais (como a Cachoeira de Santo Antonio e o Rio Iratapuru) e tem grande extensão de seu território como áreas protegidas, que são:  
Parte da Terra Indígena Parque do Tumucumaque  
Parte do PARNA Montanhas do Tumucumaque  
Parte da Terra Indígena Waiãpi  
Parte da RDS do Rio Iratapuru  
Parte da Estação Ecológica do Rio Jari  
Parte da Reserva Extrativista do Rio cajari  
Além de assentamentos agroextrativistas 
Uma sugestão para conhecer essas áreas é ver o livro "Áreas Protegidas do Amapá", publicado pela SEMA-AP (2012).

Imagens do Vale do Jari - Retiradas do EIA/RIMA UH St. Antonio - 2009
- Mas nem tudo é encanto como diz a letra, atualmente um desses belos cenários naturais, justamente o mais bonito: a Cachoeira de Santo Antonio, vive seus dias de pesadelo ambiental por conta da construção de uma hidrelétrica que interrompeu a queda d'água. Os impactos foram muitos e nada será mais como antes. Sei que muitas coisas são necessárias para beneficiar nossa sociedade, e venham sempre, mas serão sempre a custo de um alto preço para nosso meio ambiente? Essas são palavras de um entusiasta pelas questões ambientais, mas é preciso saber também que:

O EIA/RIMA (2009) desse empreendimento
está disponível para consultas na 
Biblioteca SEMA-AP
O empreendimento, se as coisas ocorrerem como propostas, trará um benefício muito grande para aquela região e, por tabela, ao nosso Amapá. Além de gerar emprego, também suprirá a carência de distribuição de eletricidade - em dezembro de 2010, por exemplo, teve uma manifestação ferrenha na cidade de Laranjal do Jari por conta de apagões que, para alguns mais afoitos, foram um equivocado estímulo para invadir e depredar vários prédios públicos na cidade, como a biblioteca ambiental recém-implantada (algo já superado, veja AQUI). A hidroelétrica também (não sou nenhum especialista, mas acompanho o noticiário) está sendo construída de uma forma que a barragem e lago de inundação não atinjam diretamente a cachoeira, o que possibilitará, teoricamente, sua preservação e visualização. Os impactos serão inevitáveis sim, principalmente na área acima da cachoeira: formação de reservatório, desmatamento para o empreendimento e as vias de acesso, realocação de moradores da área atingida, pressão na fauna e flora com a alteração do ecossistema e da qualidade da água com o processo de erosão, perda de cenário natural, pressão nas cidades e sua infra-estrutura com o crescimento populacional acelerado previsto, impacto na pesca, etc. São pontos negativos e o preço pelo benefício.  
Projeção da área abrangida pela hidrelétrica.
Imagens retiradas da apresentação do EIA/RIMA em audiência pública.
Esse material está disponível para pesquisas.
Impactos da construção da hidrelétrica sobre a cachoeira.
O que a sociedade deve fazer, entre outras coisas, é estar atenta através de seus orgãos reguladores para que os critérios estabelecidos, como as medidas mitigadoras dos impactos, estejam se cumprindo (entenda-se também ação responsável dos governantes... neste mundo de jogadas, conivência e interesses escusos...). A Amazônia é rica em recursos e o amazônida deve desfrutar disso, mas de maneira sustentável. Um alento ambiental é que a área a ser inundada não tem as mesmas proporções das hidrelétricas tradicionais (reduzindo os impactos) e, se as coisas forem como anunciadas, as águas na cachoeira, não sei com que vazão, retornarão. Não será como antes, mas também não desaparecerá como a do Paredão (mais uma vez repito, é o que anunciaram). O empreendimento representa também um ganho que é fundamental para o desenvolvimento na região sul do Amapá, pois a Hidrelétrica Coaracy Nunes não supre a carência enegética no estado, precisando de termoelétricas para isso (sempre com um custo elevado).
Para que "o progresso venha a florir", como diz a letra do samba, questões como estas devem ser consideradas. 

Volte cachoeira do vale, mostra tua magia.
 Venha 2013 e sua esperança... tão florida nos dicursos em nossa sociedade. 
 
Para finalizar, iniciando-se esta postagem com o samba de enredo, vamos também fechar falando do carnaval amapaense, citando a publicação "A história do Samba no Amapá", organizada por Carlos Pirú em 2004. É um folheto de 36 páginas ideal para quem pesquisa esse tema, apresentando de forma resumida a história do carnaval no Amapá, as Escolas de Samba, os quesitos de julgamento e o potencial turístico do evento. A publicação está disponível em algumas bibliotecas de Macapá, entre elas a Biblioteca Ambiental da SEMA.

As informações aqui apresentadas estão fundamentadas nas publicações/reportagens citadas ou impressões do autor (sujeitas a erros), objetivando a divulgação de nossa literatura e a valorização das bibliotecas. Estende-se aqui um convite a se compartilhar  as produções científicas com estes centros e assim contribuir para o maior conhecimento sobre o Amapá. Hoje, com poucas referências disponíveis para consultas em suas bibliotecas.

Veja também: