As postagens desse blog são em caráter informal e de apego ao saber popular, com seu entusiasmo, exageros, ingenuidade, acertos ou erros.
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quarta-feira, 23 de março de 2016

Imagens antigas do Amapá

Planta da Vila de São José de Macapá (por Gaspar João de Gronfelde - 1761)
Carta da "Bahia" de Macapá (por ordem de D. Francisco de Souza Coutinho - Governador do Pará, 1800)
 Carta Hidrográfica e Descritiva da parte compreendida 
entre os rios Araguari e Calçoene (por Jozé da Costa Azevedo, 1860)
O mapa tem curiosas notas geográficas e históricas.
Litografia com vista da Fortaleza e da cidade de Macapá
 (Carvalho - Biblioteca Nacional, Data não identificada)
 Detalhe da Fortaleza
Imagem na região do Oiapoque (por Georges Brousseau, 1898)

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Moleques dos anos setenta

Foto: Acervo Histórico do Amapá
Macapá em uma visão do bairro Central. Essas imagens antigas contam muitas histórias sobre o cotidiano e transformações da cidade. Chama atenção  a cobertura vegetal de outros tempos e o trânsito com poucos veículos.
Foto: Acervo Histórico do Amapá
Taí outra imagem que não me deixa mentir, onde se vê a rua Marcelo Cândia, bairro Santa Rita, no trecho do Hospital São Camilo. Época saudosa de meus tempos de infância, onde a garotada tinha muito espaço para brincadeiras nas ruas.
Foto: Acervo Família Castelo
Olha aí minha turma da rua Hamilton Silva em 1976, na casa da Vó Ana. Esses moleques eram mais folgados naquele tempo, andando só de cueca. Eita! Nessa imagem, da esquerda para a direita, na pose: Evandro, Zé Maria (o mudo), Marcelo (na frente), Antônio, Newton (o Baleia, olhando por cima do ombro do Antonio), Val e Charles.
Foto: Acervo Família Castelo
Nessa outra, da esquerda para a direita, só modelo: o Baleia, Val e Inara (minha irmã). Agachados: Marcelo, Eri, Rogerson (meu irmão) e eu. Todos aí, parentes ou vizinhos. Velhos e bons tempos de bola, pira, rabiola, peteca, pião e outras traquinagens nas piçarrentas ruas de Macapá dos anos setenta!

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

sábado, 2 de agosto de 2014

História da Igreja Evangélica Assembleia de Deus Bete Seã

A Igreja Evangélica Bete Seã faz parte do Ministério da Assembleia de Deus A Pioneira, em Macapá. Inaugurada em 22/08/1959, pelo Pastor Vicente Rego Barros, foi a segunda Igreja da AD na cidade. 
Foto: Rogério Castelo/julho-2014
Esse vídeo conta sua trajetória cinquentenária, feito através da pesquisa cuidadosa junto aos membros, com edição da Tenório Vídeos Produções. Apresenta o histórico, relatos de pioneiros e um rico acervo de imagens.



Graças a Deus por tudo!

Congregação Bete Seã nos anos 60 (Foto do Acervo da Assembleia de Deus)



1 Quão amáveis são os teus tabernáculos, SENHOR dos Exércitos!
2 A minha alma suspira e desfalece pelos átrios do SENHOR; o meu coração e a minha carne exultam pelo Deus vivo!
3 O pardal encontrou casa, e a andorinha, ninho para si, onde acolha os seus filhotes; eu, os teus altares, SENHOR dos Exércitos, Rei meu e Deus meu!
4 Bem-aventurados os que habitam em tua casa; louvam-te perpetuamente.
 Salmo 84.1 a 4

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Macapá e suas ruas (Rua Cândido Mendes - Reportagem 2012)

A Rua Cândido Mendes, também chamada de rua do comércio, é uma das mais importantes vias em Macapá. Em 04/02/2012 foi exibida uma reportagem na TV-AP contando sua história.  O vídeo foi exibido em homenagem ao aniversário da cidade, com imagens de Inival Silva e reportagem de  Evandro Luiz

Os pontos apresentados foram:

- Todo macapaense passa pelo menos uma vez na vida na Rua Cândido Mendes. Se a economia vai bem, é lá que esse reflexo é logo sentido e a rua leva o nome de um político que defendeu a emancipação do Amapá. A Cândido Mendes faz parte da história da capital e como centro financeiro se tornou uma das principais referências. 
Rua Cândido Mendes, década de 1960 (Acervo Histórico do Amapá)
Rua Cândido Mendes, década de 1980 (Foto da Revista Veja, Março/1982)
Rua Cândido Mendes, 1996 (Foto do acervo da Biblioteca Ambiental da SEMA em Macapá)
Rua Cândido Mendes, 2011 (Foto: Rogério Castelo)
Olha o caos nos horários de maior movimento!
- A Igreja de São José, o Museu Joaquim Caetano da Silva, a Fortaleza de São José e o Mercado Central delimitam o espaço que tem como referência a Rua Cândido Mendes, a principal via do comércio de Macapá. (Ei amigos! O Teatro das Bacabeiras não pode ficar de fora dessa lista de referências, heim!!) A cidade cresceu, mas é ainda nesse perímetro que a maioria dos amapaenses se encontram. Eles vêm de diversos pontos da capital.
Imagens do vídeo
- Assim como muitas outras cidades, Macapá apareceu e cresceu às margens do rio e a Rua Cândido Mendes foi a principal rota para a escoação dos produtos que chegavam nas embarcações. 
Eita! A foto não é muito nítida, mas é Macapá no início do século XX, nas adjacências da Fortaleza, às margens do rio Amazonas (Acervo Histórico do Amapá). Para quem não conhece a cidade, a Cândido Mendes é a rua que passa ao lado da Fortaleza. Descobre aí! 
- No começo, diferente de hoje, os comércios e casas eram construídos em madeira. Parte dessa história está contada no livro do professor Paulo Cambraia sobre os regatões (barcos-comércio que ajudaram a cidade a dar os primeiros passos). "A Cândido Mendes tem importância histórica para a cidade, que tem importância para a Amazônia desde o período colonial. Antigamente tinha um chavão que dizia Macapá, Cidade Jóia da Amazônia!. De fato, Macapá sempre foi uma jóia para a Coroa Portuguesa, depois para o Império Brasileiro, principalmente por conta do ponto estratégico onde se encontra, e a Cândido Mendes sempre foi referência." (Paulo Cambraia )

- No Centro antigo haviam apenas oito ruas. Todas ganharam novas designações e a única que permaneceu com o mesmo nome foi a São José. O padroeiro de Macapá resistiu às mudanças do tempo.

Cândido Mendes
A rua por onde todo mundo hoje passa antes era Rua Formosa, depois passou a homenagear um político importante do nosso passado. Cândido Mendes foi um senador maranhense que durante muito tempo defendeu a separação entre Pará e Amapá e hoje nomeia a principal rua do comércio da capital, que serve de termômetro para a economia do estado (Veja mais informações no blog do historiador Edgar Rodrigues - AQUI). Se o comércio e as vendas estão em alta, o movimento da Rua Cândido Mendes é grande. O efeito é sentido em outros setores: novas construções, geração de empregos e recolhimento de novos impostos.

- "As maiores empresas, as mais tradicionais, estão na Cândido Mendes. Claro que saíram para outros bairros, mas os bancos ficavam todos em volta, uns na Cândido Mendes  e outros nas ruas adjacentes. Fez com que aí ficasse o centro empresarial e financeiro de Macapá (Ladislao Monte - Presidente da Fecomercio/2012)

Rua Cândido Mendes (Foto de Hugo Leão Portal)
- A Rua Cândido Mendes é mais que uma via pública, é um ponto de referência, de encontro, e por mais que as pessoas passem apressadas por aqui sem se conhecerem elas também deixam suas pegadas na história da capital. A rua que é a cara de Macapá é também encontro de reunião de quem vive aqui.
  

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Macapá e suas ruas (Rua Tiradentes)

Olá pessoal! Novamente pelas vias de Macapá, registrando... Dessa vez vou varando é pela Rua Tiradentes. Vamos ver um um pouco então!
Foto: Rogério Castelo
 Eita! Olha ela aí na sua extensão... 
Foto: Rogério Castelo
Uma das principais ruas em Macapá...
Foto: Rogério Castelo
...com um de seus extremos na Av. Feliciano Coelho.
Foto: Rogério Castelo
Lembrando... A Av Feliciano (em destaque no centro da foto) registrei AQUI  
À direita vemos a Av Pedro Baião.
Foto: Rogério Castelo
O foco é a Rua Tiradentes (à esquerda), mas vamos aproveitar e dar uma olhada também no entorno. Espia só...
Foto: Rogério Castelo
 A Fortaleza de São José de Macapá...
Foto: Rogério Castelo
 ...sentinela no rio Amazonas.
Foto: Rogério Castelo
Rampa na orla do Santa Inês.
Foto: Rogério Castelo
Mais registros da orla do Santa Inês...
Foto: Rogério Castelo
Foto: Rogério Castelo
Foto: Rogério Castelo
...e um da Praça Floriano Peixoto.
Foto: Rogério Castelo
Agora sim! Voltemos a Rua Tiradentes e vamos em frente! Que histórias posso topar aqui... Sei lá! Alguma coisa haverei de encontrar! Vumbora galera!

O de praxe... a referência ao homenageado nesta via.
Sugiro uma conferida NESTE LINK . Curiosidades pouco conhecidas sobre Tiradentes...

... e oportunidade também para mencionar a literatura local... 

- Tiradentes (de Maria Aldair de Lima Alves, professora da rede pública, na obra LER E VIVER, publicada em 2003. Um olhar poético sobre algumas datas comemorativas).

- Tiradentes (de Ranilson Chaves, na obra O MUNDO DESABA E EU ESCREVO, de 1999. Segundo livro, com poesias, crônicas, contos e homenagens para datas comemorativas).

Imagens diversas da Rua Tiradentes.
Contrastam edificações novas com outras inacabadas (e nada atraentes).
  Mas o que não é legal mesmo é perceber que a vegetação é quase inexistente 
...em grande parte da via.
Um exemplo: próximo do cruzamento da Rua Tiradentes com a Av Coracy Nunes...
...uma árvore no caminho.
Na atual conjuntura urbanística de muitos, parece outra coisa...
"No meio do caminho tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
" 
(Carlos Drummond de Andrade)
 Já era! Mas vencida pelas forças da natureza. 
Jaz agora no caminho...
 Rua Tiradentes com Av General Gurjão. Qual é qual? A Tiradentes é a que tem menos árvores....
 Olhando para trás, como no cruzamento da Rua Tiradentes com a Av. General Gurjão...
...ou até o cruzamento com a Av Presidente Vargas, a gente percebe isso nas ações e marcas que estamos deixando em muitas de nossas ruas.
Isso me faz lembrar de uma observação que vi outro dia nas redes sociais:
"...CADA VEZ MENOS ÁRVORES E MAIS PRÉDIOS... E A CIDADE SE ESTRATIFICANDO. UMA PENA. PONTOS QUENTES. ARQUITETURA TÍPICA DE REGIÃO LESTE, PRÉDIO APÓS PRÉDIOS...AQUECENDO A CIDADE. 
Isaías 5: 8 - Ai dos que ajuntam casa a casa, dos que acrescentam campo a campo, até que não haja mais lugar, de modo que habitem sós no meio da terra!" (Paulo Neme - Facebook) 

"Só prédios. Nenhum telhado ecológico. Intenso desflorestamento urbano da cidade de Macapá, agravado pelos shoppings, condominios imensos e coisas semelhantes." (Observação de um ambientalista no Amapá)
As imagens acima são no trecho próximo ao cruzamento com a Av. Antonio Coelho de Carvalho.
Tem que ser lembrado sempre!!!
Trecho da Rua Tiradentes, entre as avenidas General Gurjão e Presidente Vargas.
Registrei da Papelaria Tropical (Facebook), a quem agradeço a receptividade.
Ainda bem que...
...depois da Av. Presidente Vargas...
...uma outra história começa a se mostrar...
...e verdejante...
Verde que te quero verde.
Verde vento. Verdes ramas.
Federico Garcia Lorca
 ...em grande trecho da via.
Uma pit stop para a leitura!
Próximo ao cruzamento com a Av. Antonio Coelho de Carvalho...
... a revistaria da Dona Agda... aberta a 13 anos... o mesmo tempo que tenho de visitação...

Agora o registro de alguns prédios nesta rua...
Igreja Universal do Reino de Deus (esquina com Av Cora de Carvalho)
Não tive êxito em buscar informações. Cito apenas que a igreja desenvolve trabalho no Amapá a cerca de 20 anos (é o que diz o respectivo site). Conheço pessoas que frequentam, mas nunca a visitei.
O Cartório Jucá, em seu novo endereço, mas ainda na Rua Tiradentes (agora em frente a Igreja Universal, desde junho de 2013). Ô pessoal, não vão errar indo pro velho de bobeira!!! 
Descobri na Secretaria Geral da Assembleia de Deus (a quem agradeço a receptividade) que o Estatuto da referida igreja foi o primeiro registro do Cartório Jucá. O Estatuto é de 1949 e teve o registro histórico em 05/04/1951 (Livro Nº1, Folhas 1 e 2, Nº de Ordem 1).
 Igreja Universal e Cartório Jucá na Rua Tiradentes. 
No sentido longitudinal...
Mais evidente, não! Banal... Mas estou mostrando é para quem não é daqui, Ô!!!!!
A nova filial da Domestilar, inaugurada em janeiro/2014
(esquina com a Av. Coriolano Jucá)
 
Vou seguir a via até o final, registrando...
 Olha ali a Pioneira!
  O templo sede... 
 ...da Igreja Assembleia de Deus em Macapá.
(Você é bom observador? Saiba que esta foto registrei cerca de um ano antes da anterior. Só prestar atenção nas obras na parte superior do novo prédio da AD, ao lado. Os pontos de registro, respectivos, foram a Papelaria Tropical e o Shopping Villa Nova.) 
Vendo-se o andamento das obras, penso que só com muita oração, empenho e um trabalho muito decidido, sob as bênçãos divinas, que a nova catedral poderá ser erguida até o Centenário.
Estou falando da sede, a segunda edificação desde a fundação. A primeira depois eu te mostro. Segura aí!
Brevemente será demolida para dar lugar a uma nova, a terceira. Maior e modernizada, somando-se a que está em construção ao lado.
Esse é o projeto idealizado para a terceira edificação da sede. Estão ocorrendo campanhas em busca desse objetivo. Desejo ardente da Igreja para as comemorações de seu Centenário, em 2017 (a imagem foi gentilmente cedida pela Secretaria Geral da Igreja).
Mais um Pit stop para a leitura, na ICTUS Livraria (FACEBOOK), em frente à Pioneira.
Você conhece a história da Assembleia de Deus
Vou te contar um pouco através dos livros que encontrei lá...

Na virada do século XX houve um movimento nos EUA que despertou e influenciou muitas igrejas pelo mundo. A valorização do estudo bíblico, incentivo a vida em santificação e evangelismo são coisas que sempre estiveram (ou deveriam estar) desde os primórdios da igreja.  O que o movimento procurou somar a isso em ênfase foi o Pentecostes.
Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samária, e até os confins da terra. (Atos 1:8)
"Pentecostes" era a festa dos judeus celebrada 50 dias após a Páscoa. Durante uma celebração destas que o Espírito Santo de Deus veio sobre os apóstolos e em mais de 100 discípulos que estavam reunidos em oração em Jerusalém (cerca de 50 dias após a morte do Senhor), confiantes na promessa descrita no versículo anterior. 
A descida do Espírito Santo naquele dia marcou o início da Igreja Cristã, com um revestimento de poder e intrepidez evangelística acompanhado de sinais como o falar em línguas espirituais (estranhas).  Foi assim que Pedro e os demais passaram a anunciar o evangelho às multidões. 
Willian Seymour em frente da Missão da Rua Azuza, nos EUA.
O "Pentecostalismo", como ficou conhecido modernamente a retomada dessa promessa pela igreja (ou Movimento Pentecostal), ganhou fama através da Missão da Rua Azuza, em Los Angeles, sob a liderança do pastor Willian Seymour.  Essa é uma história com muitos detalhes e, em linhas gerais, deixo registrado que não é aceito no todo da igreja evangélica (sendo até polêmico e rejeitado por muitos) e, aos que creram e buscaram, trouxe um grande despertamento espiritual, renovo e influência decisiva e fundamental para a vida missionária...
...Como no avivamento missionário de Daniel Berg e Gunnar Vingren, dois jovens batistas, suecos, estabelecidos nos EUA, que creram e buscavam orientação divina para a vida missionária individualmente.
Durante uma Conferência em Chicago, em 1909, se encontraram e manifestaram o mesmo objetivo de servir a Deus em outras terras.
Os laços de amizade e ministeriais se solidificaram mais até que, em uma reunião na casa do amigo Adolf Uldin, através desse irmão, receberam a chamada missionária para um lugar que nunca tinham ouvido falar. Não sabiam onde se localizava e precisaram recorrer a biblioteca onde enfim identificaram a terra da profecia, o Pará
"Vamos até Belém e vejamos os acontecimentos 
que o Senhor nos deu a conhecer." Lucas 2:15b 
(Palavras dos pastores visitados pelo anjo anunciando o nascimento de Cristo, que também, dados os devidos limites, de certa maneira poderiam também ser ditas pelos missionários, não é!?  : ) 
Muitas informações poderiam desestimulá-los da viagem ao lhe falarem das dificuldades que encontrariam, havendo até aconselhamentos para a desistência, mas a chama missionária ardia mais forte em seus corações e embarcaram rumo ao Brasil em novembro de 1910.  
Quando os primeiros brasileiros subiram a bordo, Daniel Berg e Gunnar Vingren ouviram o idioma português. Emocionados, reconheceram a língua que o Espírito de Deus manifestara também nos Estados Unidos, no episódio na casa de Uldin. . 
Foram duas semanas de viagem em condições sofríveis a bordo do Clement e, em 19/11/1910, chegaram a estas terras. Nasceria daí a primeira anunciação missionária pentecostal em todo o Atlântico Sul.
Eita! Devo agora  referenciar, divulgação literária do que encontrei na ICTUS Livraria, que parte das informações e quadrinhos aqui apresentados foram retirados da obra "História da Assembleia de Deus em Quadrinhos, Vol. 1, apresentando Daniel Berg e Gunnar Vingren", publicada em 2011 pela AD Belém em comemoração ao Centenário. 
Algumas observações da leitura registrei no skoob.com.br (AQUI)

Estarei citando outras obras que li e preciso também referenciar dois sites que, de alguma forma, me ajudaram até aqui nestas linhas: professorpadua.blogspot.com.br  e wikipedia - Assembleia de Deus
Ei, sumano! Não dorme aí não, que tenho mais coisas para contar! Bora!!
Belém no início do século XX
Berg e Vingren não foram enviados por nenhuma junta missionária, ninguém os aguardava e não tinham a segurança de qualquer sustento, além do entrave com o idioma. A seu favor apenas a confiança e rendição aos  propósitos divinos. Foi assim que caminharam pela cidade até chegar a Praça da República. Belém estava ainda no apogeu do Ciclo da Borracha, vendo-se em suas ruas o contraste entre riqueza e pobreza. Na cidade residiam muitos estrangeiros também e isso lhes foi favorável, pois acabaram encontrando auxílio e acolhida na Igreja Batista (da qual fizeram parte nos EUA).
"E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcas não sou digno de levar; ele vos batizará com o Espírito Santo, e com fogo." (Mateus 3:11)
Os missionários, crentes na doutrina pentecostal, anunciavam isso onde iam, resultando em um desconforto às igrejas na época, sem a mesma visão que compartilhavam, como a Igreja Batista onde congregavam e estavam residindo. Por professarem essa doutrina, ocorreu então a exclusão de Berg, Vingren e cerca de 19 irmãos que acolheram essa fé (fato ocorrido em 13/06/1911). Celina Albuquerque estava entre eles e foi a primeira brasileira a receber o batismo no Espírito Santo, após a busca em oração e cura nos lábios que estavam cancerosos. As reuniões daquele grupo passaram a se realizar na casa dela (a partir de 18/06/1911, marco inicial da AD), usando o nome de Missão da Fé Apóstólica. Perdurou até 1918, quando então passou a ser denominada de Assembleia de Deus. Tanto o primeiro quanto o segundo nome foram referências ao movimento pentecostal nos EUA, que os havia adotado pioneiramente.
Em poucas décadas, a Assembleia de Deus, a partir de Belém do Pará, onde nasceu, expandiu em todas as vilas e cidades, até alcançar os grandes centros urbanos como São Paulo (1924), Rio de Janeiro (1923), Belo Horizonte (1927) e Porto Alegre (1924).
Outros missionários estrangeiros chegaram a esta seara - como Otto e Adina Nelson (1914), Samuel e Lyna Nystrom (1916), Frida Strandberg (1917), Nels Nelson (1921) e outros - além dos obreiros locais, determinados à anunciação do Evangelho. Um destes foi Manoel Francisco Dubu (o primeiro brasileiro a receber o batismo no Espírito Santo), que evangelizou na Paraíba em 1914.  
O crescimento rápido caracterizou-se também por muitas perseguições e histórias de constância e decisão na fé. Houve agressões, tentativas de morte, apedrejamentos, calúnias, arbitrariedades de autoridades policiais e religiosas, etc. Episódios tristes, mas jamais obstáculos insuperáveis ao crescimento da Igreja.

Alguns livros interessantes para conhecer essa história são:

"1911: Missão de fogo no Brasil", de Rui Raiol, Editora Paka-Tatu, 2011. O livro é apresentado de maneira romanceada, baseado no relato de Gunnar Vingren a um jornalista a bordo do navio em sua viagem de regresso à Suécia (1932). O autor usou esse plano de fundo para contar a história da Assembleia de Deus, resultando em uma bela obra, onde se revive as emoções dos primeiros cultos, a evangelização desafiadora por lugares remotos e de difícil acesso, além dos perigos e perseguições que a igreja sofreu (Veja mais AQUI).


"As Aventuras de Daniel Berg na Selva Amazônica", de Marta Doreto de Andrade, Editora CPAD, 2009. História adaptada para a Literatura Infanto-Juvenil, com relatos das viagens de Daniel Berg como colportor (Calma aí que já te explico isso! Colportor é pessoa que colporta, que faz distribuição de literatura, geralmente religiosa de porta em porta. Simplificando: Vendedor de livros). Enquanto Vingren dedicou-se mais ao pastorado, Berg percorreu os interiores com sua mala cheia de Bíblias, oportunizando-as ao povo que, praticamente, nunca as tinham manuseado ou lido. Era assim que levava o Evangelho e nessas viagens encontrou e passou por situações que nunca imaginara. Realmente desafiadoras à persistência evangelístia e hoje relatos edificantes a igreja. A obra está muito interessante! (Veja mais AQUI)

"Bíblia Sagrada - Edição Comemorativa do Centenário da Assembleia de Deus".  Essa edição foi lançada pela AD Belém em 2011 e o que tem de característico é o encarte de 64 páginas, elaborado pelo Museu da Assembleia de Deus, com informações preciosas a quem se interessa por esse estudo. Além das fotos, tem  cronologia desde a fundação, rol dos missionários, relatos dos primeiros anos e do crescimento nos outros Estados.
(Veja mais AQUI)

"História da Assembleia de Deus em Quadrinhos: Samuel Nystrom" (Veja mais AQUI)
"História da Assembleia de Deus em Quadrinhos: Nels Nelson" (Veja mais AQUI)
HQs publicadas pela AD Belém em comemoração ao Centenário, em 2011. Os biografados foram missionários suecos, pioneiros, que tiveram importante ação na evangelização e crescimento da igreja. Foram também pastores na igreja sede da AD em Belém. Nels Nelson era conhecido como Apóstolo Pentecostal (com importante contribuição para a evangelização) e Samuel Nystrom traduziu e acrescentou também vários hinos à Harpa Cristã (Hinário da AD), como o tão conhecido "Teu Espírito Vem Derramar", Nº 290.





CONT....